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O Primeiro Homem (Crítica)

observatoriodocinema.bol.uol.com.br A palavra emoção já define quase todas as histórias contadas para o cinema sobre astronomia. Pense nisso, somado a um roteiro que irá abordar a corrida espacial. Sinal de clichê hollywoodiano, não é?     Pois saibam que o diretor Damien Chazelle transforma o seu mais recente longa, “O Primeiro Homem” , em algo que subverte todas as nossas expectativas. A começar por contar a biografia do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, por uma perspectiva mais tranquila, contando sua trajetória de oito anos até dar o grande salto da humanidade. Para diferenciar mais ainda do lado heroico que muitos veem em Armstrong, Ryan Gosling, que protagoniza o filme, traz um homem de poucas palavras e expressões. Soma-se a isso, a escolha de Chazelle por Linus Sandgren para direção de fotografia, onde se vê uma preferência pela luz natural, similar a um documentário, já mostrando desde o início do filme que não teremos nada do ...

Nasce Uma Estrela (Crítica)

entreterse.com.br Reunir música e uma história de amor pode ser a forma mais clichê de montar um longa-metragem. Mas caso algum deles consiga, além disso, trazer “algo a mais” torna-se um grande sucesso, com fortes chances de Oscar, e esse é o caso de “Nasce Uma Estrela”. O filme consegue abordar além de um poderoso romance, um mundo musical forte, com enredo bem melodramático, no bom sentido. A história começa mostrando o início da decadência da carreira de Jackson Maine (Bradley Cooper), contaminado pelo seu alcoolismo. E numa de suas aventuras em busca de bebida, ele acaba entrando um bar drag após um show, onde se encanta com o desempenho no palco de Ally (Lady Gaga), cujo talento e voz trazem uma paixão imediata. E nessa paixão, o longa caminha, mostrando tudo isso de uma forma bem humana, com interpretações e sentimentos vistos de forma bastante sincera e palpáveis. Após um encontro romântico, Jack decide dar uma chance a Ally de se tornar uma cantora de sucess...

Bohemian Rhapsody (Crítica)

conteudo.imguol.com.br Está em cartaz nos cinemas, “Bohemian Rhapsody” , filme biográfico que foca na história de vida de Freddie Mercury, desde antes de sua carreira como músico, trabalhando em um aeroporto, até o grande show do Queen no Live Aid, considerado, por muitos, um dos maiores de todos os tempos. Pra quem conhece a história real do biografado, vemos que a direção do longa não quis ir tão profundamente afundo na vida de Freddie em si. Deixando um pouco de lado a parte dos outros integrantes da banda, o filme foca mais na vivência familiar e nos excessos cometidos por Freddie. E é nos excessos que o filme derrapa. O envolvimento com drogas, por exemplo, é mostrado de uma maneira muito novelesca, como se nenhum outro artista do Rock tivesse passado por tal problema. Além do que quase nada possui uma consequência direta. Tudo é visto de uma maneira leve. Os dois primeiros atos do filme erram bastante ao tentar mostrar que tudo dá certo, por incrível que pareça...

Venom (Crítica)

nerdist.com A história dos anti-heróis no cinema não é nenhuma novidade para a cultura pop. Desde Tony Soprano em “Família Soprano” , nos acostumamos a visualizar um tipo de protagonista que possui motivações e ações questionáveis, mas que com seu carisma consegue conquistar os espectadores. “Venom” parece querer apostar nisso, só que sofre com problemas em sua execução. O foco do longa fica em Eddie Brock (Tom Hardy), um jornalista investigativo, que ao ser escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), criador da Fundação Vida, acaba descobrindo que ele realiza experimentos científicos, utilizando seres humanos como cobaia. Brock então decide denunciar essa situação, mas acaba perdendo o emprego e a namorada, Anne Weying (Michelle Williams). Depois de seis meses, o repórter consegue uma oportunidade de invadir a Fundação e finalmente investigar todo o caso, mas se torna uma vítima dos experimentos, quando o simbionte Venom invade seu corpo. Com essa premissa,...

Homem-Formiga e a Vespa (Crítica)

defatoonline.com.br Enquanto a Marvel e seus fãs de sua veia mais cômica se glorificam pelas mãos de James Gunn e Taika Waititi, Peyton Reed veio correndo por fora, dirigindo sozinho a sequência de “Homem-Formiga” , anteriormente comandada por ele e Edgar Wright, o “queridinho” de Hollywood. Agora Reed consegue colocar seu estilo próprio, resultando talvez na melhor comédia do MCU, num estilo mais Shakespeariano envolvido por situações amorosas e viradas rápidas. Isso já foi visto anteriormente pelo diretor em “Abaixo o Amor” . O que muda aqui é que “Homem-Formiga e a Vespa” precisa funcionar como uma ligação entre Vingadores 3 e 4. Assim, Reed nos traz uma comédia romântica bastante espirituosa. Tudo isso de forma bastante “beabá”, no bom sentido, claro, conversando com o espectador. Nisso, podemos elogiar o bom uso das referências, como na pergunta que todos que não são fãs desse Universo sempre se perguntam: “Vocês sempre colocam a palavra quântico em tudo o que ...

Solo: Uma História Star Wars (Crítica)

cinemacomrapadura.com.br A Disney quis apostar alto na tentativa de explorar o passado de Star Wars no cinema, e isso acaba gerando polêmica entra os fãs. Muitos deles torcem o nariz ao ver que a produtora tenta remodelar toda uma história já gabaritada. O spin-off da vez tem como objetivo contar a origem do contrabandista mais famoso do cinema, interpretado na franquia original por Harrison Ford, mas que aqui conta com uma aventura que dá pro gasto, respostas desnecessárias e sem o mínimo de inspiração. Todo esse projeto é comandado pelo diretor Ron Howard, que tenta ao máximo deixar a tela suja, com ambientes repletos de lama e explosões, tentando explorar um novo mundo, nunca antes visto no universo de George Lucas. A falha, porém, acontece quando o diretor não consegue criar identidade e muito menos um clímax aceitável a aventura do jovem Solo. Ele não consegue trabalhar bem o drama e também não sabe explorar tão bem o lado magnífico que personifica um filme “Star Wa...

Deadpool 2 (Crítica)

divisaoalpha.com.br Vindo de um baita sucesso provocado pelo filme anterior, “Deadpool 2” precisava mostrar, em sua continuação, algo potencializado em relação ao primeiro, trabalhando da mesma forma a questão da referência pop e da metalinguagem, mas precisando também mostrar algo novo para os fãs. Nesse sentido, o longa se esbarra, em momentos agradáveis e oportunidades desperdiçadas. Cable (Josh Brolin), por exemplo, é o principal fator deste segundo quesito, onde toda a sua mitologia dos quadrinhos dos X-Men é simplificada ao extremo, causando decepção a quem gosta do personagem. Aqui, Cable funciona mais como escada para as piadas de Deadpool (Ryan Reynolds). Em compensação, Dominó (Zazie Beetz) sabe aproveitar bem a chance que tem. Se bem verdade, ela lucra em relação ao personagem de Brolin, por contar com mais tempo de tela e possuir situações bastante engraçadas envolvendo seu principal poder, onde pode manipular as probabilidades. Outro acerto do filme fic...