Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Oscar 2023

Nada de Novo no Front (Netflix) – Crítica

cnnbrasil.com.br Como diria o filósofo francês Jean-Paul Sartre: “Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem” . Partindo dessa visão mais perversa da Guerra, surge “Nada de Novo no Front” , filme alemão épico de guerra da Netflix. Baseado no romance homônimo, de Erich Maria Remarque, o longa foca-se na história de Paul Baumer (Felix Kammerer), um jovem que acaba de chegar no exército alemão. Devoto fervoroso ao sentimento de patriotismo, ele nem imagina o que irá ter que passar, para que sobreviva, durante a Primeira Guerra Mundial. Essa surpresa vem muito pelo fato de estarmos diante da primeira grande guerra. Ou seja, os soldados, até então, não possuía um mínimo de ideia do que enfrentariam pela frente, já que só se ouvia as “glórias”, relatadas por seus superiores. Esse Ultranacionalismo, que é vendido, é posto, no filme, em todo o primeiro ato. Visivelmente em tela, a fotografia é esplêndida, focando no deslumbre de jovens sonhadores, que se veem...

Pantera Negra: Wakanda para Sempre (Crítica)

aframe.oscars.org “ Pantera Negra: Wakanda para Sempre” , sem dúvida, é um dos filmes mais problemáticos do Marvel Studios, em questões de produção. Isso, pelo fato da continuação de “Pantera Negra” (2018) não contar mais com o intérprete de seu protagonista, o ator Chadwick Boseman, que nos deixou em 2020. Nisso, o Marvel Studios junto, é claro, do diretor Ryan Coogler, decidiu trazer o sentimento de perda e o impacto gerado pela mesma, também para a telona. Aqui, no longa, tudo é mais pesado e grave. Sem contar, que o filme original de 2018 já se contava com uma trama mais adulta e densa, pois abordava temas, não tão comuns ao gênero super-herói, tais como colonialismo e protecionismo. Embora a tarefa, já se saiba, não ser fácil, louvar o que foi entregue, aqui, já é demais. O roteiro de “Wakanda para Sempre” , por exemplo, dá a sensação de não ter passado por necessárias correções. Temos aqui, personagens em excesso, núcleos sem peso dramáticos, que só existem para, com...

Blonde (Netflix) – Crítica

notadiaria.com.br Se você for alguém curioso em saber mais sobre a vida de Marilyn Monroe, buscando, principalmente, fidelidade nos fatos, não assista “Blonde” . Dirigido por Andrew Dominik, o filme se baseia num livro escrito por Joyce Carol Oates, que não se propõe contar a história real de Norma Jeane Mortenson, preferindo criar uma trama de horror, protagonizada pela ícone. Ícone esta interpretada, aqui, por Ana de Armas, que ainda consegue se salvar, mesmo cercada de equívocos narrativos. A atriz consegue imprimir bem suas expressões, transmitindo o impacto que a protagonista sofre. Vemos Marilyn, desde pequena até a morte, sendo destacados alguns momentos de sua vida, principalmente aqueles envolvendo os abusos que sofreu, já que se tratava de uma das mulheres mais objetificadas da antiga Hollywood. Todos os homens, que passaram por sua vida, são retratados como abusadores. Nisso, Dominik usa Marilyn como a figura da virgem sacrificada, para criticar o machismo da épo...

Boa Sorte, Leo Grande (Crítica)

opovo.com.br “ Boa Sorte, Leo Grande” começa com Nancy Stokes (Emma Thompson), uma viúva de 55 anos, que decide alugar os serviços de um profissional do sexo. Para isso, ela reserva um quarto de hotel e contrata Leo Grande (Daryl McCormack), para uma noite. Porém, nada sai como planejado, pois Nancy, no momento H, se sente insegura, pois trata-se de uma mulher retraída, por toda a vida. Com isso, temos estabelecido a premissa de um filme, que se passa, por quase por completo, dentro de um quarto de hotel. Nos trinta minutos iniciais, conhecemos tanto Nancy e Leo, por meio de suas conversas, onde ela se mostra envergonhada, pelos sentimentos de liberdade que está sentindo, e ele por medo de sua mãe descobrir a vida que leva. A diretora de “Boa Sorte, Leo Grande” , Sophie Hyde, comanda a história, dando liberdade a sua dupla protagonista. À exceção de uma participação, no fim do terceiro ato, só vemos os dois. Embora Daryl McCormack cumpra bem seu papel, Emma Thompson é...

Elvis (Crítica)

hollywoodforevertv.com.br A primeira cena de “Elvis” já é magnífica, por si só. Começamos o filme com Austin Butler encarnando o “Rei do Rock”, cantando “Trouble”, numa das grandes cenas do cinema, em 2022. A câmera lenta do diretor Baz Luhrmann, junto da fotografia de Mandy Walker, faz com que o ícone vai de encontro ao público. E nesse início, já podemos contemplar a euforia provocada por Elvis Presley. Luhrmann, conhecido por exagerar na fantasia, em algumas de suas produções, encontra o formato ideal, aqui. “Elvis” é o filme perfeito para sua magia, já que o biografado continha um ar místico, em volta de seu apelo. O roteiro, também assinado por Luhrmann, acerta ao retratar a complexidade de seu protagonista. A tão debatida relação dele com a música negra é explanada, como seu uso no “branqueamento” da própria. É de se elogiar a mescla da sua história, explicitada ao lado do contexto histórico. A velha característica do diretor, de focar num aspecto mais teatra...

Tudo Em Todo O Lugar Ao Mesmo Tempo (Crítica)

uol.com.br Apesar de, a primeira vista, o título pareça estranho, ele é, perfeitamente, a melhor definição para o que teremos em tela. Além do Multiverso, tema central usado na sua propaganda, “Tudo Em Todo O Lugar Ao Mesmo Tempo” se aventura por inúmeros gêneros, referenciando clássicos, e provocando diversas sensações ao espectador. Surpreendentemente, num Universo dominado pelas franquias de Super-Heróis, temos aqui o melhor filme, que explora Multiverso, do século, até aqui. Embora o conceito seja fora da realidade, sua formação é toda dedicada a gerar reflexões sobre a vida, principalmente, ao que envolve questões familiares. Nos divertindo, mas também nos emocionando, em 2h19 de duração. A apresentação da premissa é posta de forma cadenciada, o que pode irritar, principalmente, aqueles que já estão habituados com o tema. O primeiro ato, por si só, apenas foca em explicar quem é Evelyn Wang (Michelle Yeoh), e sua família. Nossa protagonista está passando por um mom...

RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (Netflix) – Crítica

netflix.com O homem branco, ou melhor, o europeu, sempre foi visto como aquele que lideraria o mundo. Entretanto, não foi bem assim que aconteceu, na história real. Isso pode ser exemplificado pela Colonização, onde se mostrou como eles não respeitaram culturas diferentes, sob a desculpa de “levar a civilização” a todos, pela sua maneira. Algo muito reconhecido na América, mas também na Índia, colonizada pelos ingleses. Esse último exemplo é o pano de fundo para recém-lançamento da Netflix, “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução” . A história, como já dito, se passa na Índia, pré-independência, onde dois revolucionários lutam contra o regime ditatorial britânico. O estopim para a revolta é a venda de uma garota da tribo, como mercadoria, efetuada pelos colonizadores. Tudo isso é contado em três horas de duração, e mescla momentos de ação e drama. O elenco é desconhecido do público mundial, porém muito valorizado em Bollywood , com nomes como Alia Bhatt, Ram Charan e N. T Rama....

Top Gun: Maverick (Crítica)

ign.com Já não é novidade, recentemente, para Hollywood, a tentativa de reviver franquias do passado, retomando a jornada com seus protagonistas originais. Rever nossos heróis de infância, atende nossa nostalgia, como fãs, e rende grandes bilheterias para os estúdios. E em todo movimento de grande escala numérica, esse fenômeno nos proporciona grandes produções, mas também pérolas, a serem esquecidas. Nessa leva, temos, “Top Gun: Maverick” , sequencia do filme “Top Gun - Ases Indomáveis” (1986), com o retorno de Tom Cruise, encarnando o papel que o lançou. Lá no filme original, se destacava a simplicidade do roteiro e as belas sequências de ação. Mas será, que o atual consegue repetir tal êxito? E mais, será que atinge mais fãs, para o título? Ou será outra pérola? O enredo, da vez, retoma a jornada de Maverick (Tom Cruise), herói da aviação americana, que agora trabalha como piloto de testes. Com a aviação se modernizando, ainda mais em tempos de drones e robôs, ele resiste em pro...

Red: Crescer é uma Fera (Disney+) - Crítica

b9.com.br É inegável que a Pixar tem como maior trunfo a capacidade de pegar temas complexos e transmiti-los com simplicidade, em seus filmes. Seja a questão da morte, colocada em “Viva – A Vida é uma Festa” (2017), seja o propósito da humanidade, como visto em “Soul” (2020). Nesse embalo, temos “Red: Crescer é uma Fera” , animação encabeçada pela diretora Domee Shi, e que encara a missão de abordar um tema tão complexo, quanto a puberdade. Essa comédia, focada numa jornada de amadurecimento, nos embarca na história de Mei (Rosalie Chiang), uma garota adolescente, canadense, que ama sua família. Ela passa o dia se dividindo entre a escola e a ajuda aos seus pais, que trabalham cuidando de um templo. Quando não está nem com a família, nem estudando, ela sempre se encontra com as amigas, para escutar a sua banda favorita, 4town, uma boy-band de sucesso. Nisso, se abre uma nova fase da vida para Mei, onde ela também começa a se apaixonar e se libertar, mesmo com as cobranças ...

The Batman (Crítica)

variety.com Nos últimos anos, se criou a cultura de filmes blockbusters com subtítulo. Essa recorrência fez com que “The Batman” seja um “estranho no ninho”, dentro do mercado. Porém, ao acabarmos de assistir o novo longa de Matt Reeves, entendemos, perfeitamente, a escolha. O Homem Morcego sempre foi elevado, em todas as mídias, pelo grande cartel de vilões e coadjuvantes, que catapultaram, ainda mais, a criação de Bob Kane e Bill Finger, totalmente montada pelo arquétipo do herói, proposto por Joseph Campbell. Porém, o Batman sempre teve dificuldade em chamar os holofotes, para si, principalmente, nos cinemas, por essa singularidade de seus vilões. Reeves reverte isso, ao focar, quase que exclusivo, no seu protagonista problemático e misterioso, envolta a ótimos coadjuvantes, na busca de justiça e vingança. Essa particularidade do Batman, interpretado por Robert Pattinson, vem também pelo equilíbrio entre o visto nos quadrinhos, com o tom thriller, que é imposto. Aqui, ...