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Mostrando postagens com o rótulo Oscar 2022

Cyrano (Crítica)

bbc.com Caro leitor, você consegue definir, em palavras, o que é o amor? Esse questionamento complexo, da humanidade, é a base da peça “Cyrano de Bergerac” , escrita por Edmond Rostand. Agora, ela ganha uma adaptação para o cinema. Na história, conhecemos Cyrano (Peter Dinklage), um soldado e poeta, que esconde sua paixão por Roxanne (Haley Bennett), por vergonha de sua aparência. Ele acaba ajudando Christian (Kelvin Harrison), um outro homem, também apaixonado por Roxanne, escrevendo cartas de amor, assinadas com o nome de Christian. A nova versão é dirigida por Joe Wright ( “Orgulho e Preconceito” ), e tem roteiro escrito por Erica Schmidt, esposa de Dinklage. Aqui, Schmidt busca modificar alguns elementos da obra principal, para dar originalidade em seu projeto. Uma dessas mudanças, por exemplo, é a troca do motivo para insegurança de Cyrano: Sai o enorme nariz do personagem clássico, e entra o nanismo. Outra alteração é adaptar “Cyrano” para um musical. E talvez aqui, ...

Belfast (Crítica)

terra.com Kenneth Branagh, sem dúvida, é uma figura que atravessou gerações, se tratando de cinema. Muitos conhecem ele pelo seu papel, como professor Gilderoy Lockhart, na franquia “Harry Potter” . Outros, são mais adeptos ao seu lado diretor, onde reverenciou seu maior ídolo, William Shakespeare, em diversas adaptações para a telona. Depois de dirigir alguns clássicos, como “Hamlet” (1996) e “Cinderela” (2015), chegou a hora de Branagh se arriscar num projeto mais ambicioso, envolvendo um pouco de sua biografia. Assim, nasce “Belfast” . Geralmente, quando se procura contar um drama de época, normalmente, voltamos ou para Era Vitoriana ou para a Guerra Fria. Branagh buscou uma alternativa diferente, apostando no anacronismo, de contar sua infância (apesar do protagonista, aqui, não ser, claramente, o diretor), em meio a Segunda Guerra. Essa visão infantil para a Guerra não é uma novidade, visto exemplos, como o recente “Jojo Rabbit” (2019), de Taika Waititi. Buddy, nosso ...

Summer of Soul (Crítica)

cinemacomrapadura.com.br O verão de 1969 foi bem movimentado. Enquanto os hippies se divertiam em Woodstock, uma boa parte da população negra e latina, que morava em Nova York, tomou conta de um parque, no Harlem. Ali, durante seis fins de semana seguidos, passaram algumas das maiores estrelas da história da música negra, como Steve Wonder, Nina Simone, B.B. King, entre outros. O Harlem Cultural Festival, apesar de apagado, tem sua história recuperada, merecidamente, no documentário “Summer of Soul (......ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)” , dirigido por Ahmir “Questlove” Thompsom, produtor musical, DJ, compositor e jornalista. Questlove recuperou 40 horas de gravação do evento, que contemplam também os bastidores, não só os shows que ocorreram. Com um ótimo trabalho de restauração, ele separa momentos para cada artista participante, e todo o contexto da época. Nisso, temos menções ao assassinato de Martin Luther King, a Guerra do Vietnã, e até aos Panteras Negras. “Su...

Four Good Days (Crítica)

santaportal.com.br O vício, quando não se tem controle, tira o mundo de suas vítimas. Histórias como a de Molly (Mia Kunis), protagonista de “Four Good Days” , são vistas, diariamente, na realidade, por meio de relatos dolorosos, de vidas que foram perdidas, a troco de nada. Aqui, Kunis, ao lado de Glenn Close, estrela um drama familiar, que foca nas consequências de uma vida perdida, em meio as drogas. Kunis, vinda de uma forte carreira cômica, já mostrara seu grande potencial em “Cisne Negro” (2010). Em “Four Good Days” , ela dá vida a Molly, uma jovem promissora, que após um acidente, encontra no ópio, a única maneira de se “manter em pé”. Daí em diante, a história foca não em contar, mais uma vez, o drama de um viciado, mas sim no impacto do vício, nas relações entre aquele que sofre e seus familiares. Nada disso adiantaria, senão fosse o bom trabalho da dupla protagonista, onde Close, mais uma vez, atua magnificamente, como Deb, mãe de Molly, e Kunis dá profundidade a uma...

A Felicidade das Pequenas Coisas (Crítica)

deadline.com Surpreendentemente, o Butão conseguiu emplacar um finalista no Oscar 2022, na categoria “Melhor Filme Internacional”. Ainda que tenha uma linguagem coloquial, “A Felicidade das Pequenas Coisas” salteia os olhos, pela alta qualidade, vinda de uma país que ainda engatinha na produção cinematográfica. A cenografia, aqui, se une a narrativa, envolvendo o espectador de imediato, procurando fazer com que questionemos alguns valores sociais, de forma limpa e direta. A direção do longa é do estreante, Pawo Choyning Dorji. Ainda que sua narrativa seja didática, ele atinge grande êxito, ao particularizar sua história. Sem glorificar a realidade, apenas imergindo o espectador, aos poucos. Desde o início, somos convidados a acompanhar a jornada de Ugyen (Sherab Dorji), um jovem professor que tem sua vida mudada por completo. Ele acaba de saber que precisará abandonar seu próprio mundo, para trabalhar numa comunidade distante do centro, onde a educação é, extremamente, prec...

Mães Paralelas (Netflix) – Crítica

uol.com.br Quando vamos analisar qualquer obra, de algum artista específico, sempre devemos separar bem o que é repetição (comparando com os trabalhos anteriores), do que é da natureza do indivíduo, algo inerente da personalidade do autor. Vira problema quando o público, com o passar do tempo, vê que o artista cai na paródia de si mesmo, e não consegue se inovar, mesmo que mantenha um padrão temático. Um diretor que, certamente, não sofre disso é Pedro Almodóvar. “Mães Paralelas” , seu novo longa, traz temas recorrentes, em sua filmografia, como a centralização do papel da mulher, a neurose humana e a linguagem novelesca. Soma-se isso a fotografia, de José Luis Alcaine, e a direção de arte, de Antxón Gómez, que retoma o senso teatral conhecido. O diferencial de “Mães Paralelas” é a boa cadência, na distribuição dos elementos e das reviravoltas, onde permite ao espectador respirar e digerir todas as ações e as consequências delas, para os personagens. Muito pode se dizer que essas vira...

A Pior Pessoa do Mundo (Crítica)

nytimes.com Para quem é da geração millenials , que abraça pessoas entre 25 e 40 anos, certamente, se identificará muito com Julie (Renate Reinsve), protagonista do novo filme de Joachim Trier, “A Pior Pessoa do Mundo” . O diretor, aqui, procura focar em quatro anos, na vida de uma jovem mulher, que passa por inúmeros momentos, de dor a alegria, seja nas questões familiares, amorosas e até profissionais. Tudo isso, com o intuito de achar a melhor composição de si mesma. A grande força do longa norueguês está na sua abordagem dinâmica e no seu ritmo ágil, apresentando pelo diretor. Imprimindo uma narrativa divertida, o longa nos coloca, rapidamente, dentro da história. Sua ideia de dividir a trama em um prefácio, doze capítulos e um prólogo, permite que todos os pontos chaves sejam tocados, colocando o julgamento de valor para o espectador. O enredo é solto, e as ações da protagonista não são, diretamente, condenadas, pois fica para nós, a opinião sobre tais escolhas. Contem...

Os Olhos de Tammy Faye (Crítica)

termometrooscar.com Apesar de não tão conhecida aqui, no Brasil, Tammy Faye Baker (Jessica Chastain) foi uma personalidade televisiva americana muito famosa, especialmente no ramo religioso. Sua personalidade extravagante e carismática, ao lado de sue marido Jim Bakker (Andrew Garfield), criou um gigantesco império, entre os anos 70 e 80, a partir do convencimento de seus fiéis. Dentro desse contexto, o diretor Michael Showalter apresenta seu novo longa: “Os Olhos de Tammy Faye” . Aqui, acompanhamos a ascensão e a decadência desse casal missionário, que aliou sua ambição a sua fé. A trama, em sua maior parte, aposta na transformação da atriz Jessica Chastain, em encarnar esse ícone religioso, que junto do seu marido, elevou o evangelismo para um patamar inalcançável, anteriormente. Isso só foi possível graças a compra do canal de televisão The PTL Club, cuja sua expansão foi provocada pelo dízimo de seus contribuidores. Isso tudo, antes das diversas acusações de fraude e conspi...

Licorice Pizza (Crítica)

pipocasclub.com.br O novo filme do diretor P. T. Anderson pode ser visto como uma homenagem as suas próprias memórias, em especial, a descoberta do amor, na sua adolescência, em San Fernando Valley, no norte de Hollywood. Ainda que “Licorice Pizza” pareça, com isso, apenas um romance simples, temos aqui inúmeras referências ao cinema clássico, num bonito tom de leveza. O contexto também colabora com a força do projeto, já que essa produção se passa em 1973, e em relação com a filmografia do diretor, tratando tudo como um “Universo PTA”, estaria localizada em meados de “Boogie Nights” (1997), este ambientado entre os anos 70 e 80. Em “Licorice Pizza” , estamos vivendo a crise dos combustíveis, com a economia americana em queda, embalando, ironicamente, uma linda história de amor. Em meio as descobertas pessoais, o protagonista Gary (Cooper Hoffman), de apenas 15 anos, se apaixona por Alana (Alana Haim), uma mulher já formada, porém insegura. Gary, pelo contrário, sempre viveu n...

Flee (Crítica)

uol.com.br O diretor dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, sem dúvida, é criativo. Em “Flee” , ele adapta uma história real, de um homem traumatizado com o seu passado, por meio de uma animação. Apesar de tratar de uma história real, o nome do protagonista é ocultado, por segurança. Apenas somos apresentados a um homem que decide contar suas memórias, mais precisamente para o que foi vivido em 1984, em Cabul, onde ele teve de passar por várias situações tensas. Desde sua descoberta sexual, em meio a fuga de seu país de origem, passando por inúmeras outras, em busca de um lar. Fica claro, desde o início, que temos aqui, uma história contada, por conta da amizade do diretor e do nosso protagonista. Ambos são amigos, há muito tempo. Amin (nome fictício apresentado), nosso protagonista, é um homem que está prestes a entrar no pós-doutorado, em Princeton, nos Estados Unidos, mas que nunca gostou muito de expor seu passado. Ele é um afegão, que mora, atualmente, na Dinamarca. A ...

Onde Eu Moro (Netflix) – Crítica

netflix.com Disponível na Netflix, o documentário “Onde Eu Moro” , apesar de americano, pode ser assimilado, facilmente, no Brasil. Ambientando em Los Angeles, somos inseridos no dia a dia de moradores de rua, que vivem em barracas de camping, em pleno céu aberto, nas ruas mais movimentadas da cidade. Ali, podemos sentir a realidade da desigualdade social. Como o próprio enredo diz, “você vive tranquilamente, enquanto há pessoas morrendo em sua porta”. Essa conexão com o Brasil não fica só na coincidência, a direção do documentário é do americano Jon Shenk e do brasileiro Pedro Kos. Aqui, a dupla não foca em criar alternativas para solucionar tal problema, mas sim alertar, por meio de exemplos concretos, o espectador, e convidá-lo a não ficar de braços cruzados para tal adversidade. Kos e Shenk buscam trazer a verdade à tona, nos transportando para a própria. O mais importante aqui é escutarmos nossos personagens, relatando um pouco sobre suas vidas, para entendermos melhor...

Audible (Netflix) – Crítica

netflix.com “Audible” é um curta documental, disponível na Netflix, que acompanha a trajetória do atleta/estudante Amaree McKenstry, que frequenta uma Escola para Surdos, em Maryland, nos EUA, e, atualmente, enfrenta a pressão de terminar o colegial e precisar decidir seu futuro. Ele acaba utilizando, a princípio, como distração, o esporte, no caso, o futebol americano. Além do escapismo ajudar no dia a dia do colegial, ele se torna fundamental na vida de Amaree, pois seu lado emocional foi comprometido, após a perda de seu melhor amigo. Mais do que a trajetória de Amaree, “Audible” é a jornada de um grupo de adolescentes (os amigos de Amaree também aparecem, frequentemente), que mesmo com conflitos, nutrem a esperança de dias melhores, a partir dos estudos e do esporte. Indo por dentro dos detalhes, conhecemos melhor a Escola Maryland, onde nosso protagonista frequenta. Vemos que ela tem um papel fundamental, pois ali foi criado um ambiente seguro e acolhedor para esses ...

Três Canções Para Benazir (Netflix) – Crítica

netflix.com “Três Canções para Benazir” foi mais um dos indicados da Netflix para o Oscar 2022. Aqui temos um curta-documentário, que investiga, mais uma vez, uma narrativa no Oriente Médio, com o intuito de desconstruir seu estereótipo, construído pela visão estadunidense. A direção é do casal Gulistan e Elizabeth Mirzaei, que documenta a história de Shaista, um jovem afegão, que cuida de sua esposa grávida, ao mesmo tempo que sustenta sua família, vendendo tijolos. Ainda assim, ele nutre o sonho de se tornar soldado e servir o exército do Afeganistão. Por mais estranho que pareça, essa busca por ascensão social é o centro da trama, embora falte tempo para desenvolver tal jornada. Mesmo assim, o filme tem um foco. O centro de tudo está no jovem protagonista, que ainda que esteja num cenário pobre, tenta, a qualquer custo, achar uma saída para todas as suas adversidades. Adversidades essas como o fato de Shaista não ter estudado, muito menos tem um emprego fixo. O que mais...

A Sabiá Sabiazinha (Netflix) – Crítica

netflix.com Se você perceber, a janela entre dezembro e fevereiro, da Netflix, é recheada por filmes e séries que focam em transmitir uma sensação de conforto, para a família toda. Dentre essas produções, uma boa aposta é “A Sabiá Sabiazinha” , que inclusive foi indicada ao Oscar 2022, na categoria “Melhor Curta-Metragem de Animação”. A história, aqui, acontece durante uma noite chuvosa, onde um ovo despenca de seu ninho, no alto de uma árvore, após enfrentar uma ventania. Após rolar por alguns metros, ele acaba sendo encontrado por uma família de ratos. O ovo quando choca dá origem a uma Sabiá (Bronte Carmichael). Mesmo assim, Papai Rato (Adeel Akhtar) e seus filhinhos decidem criá-la, ensinando a ave a se comportar como um rato. O problema é que a Sabiá, por seu corpo, não consegue se mover como tal, o que acaba causando muita confusão. Contando com 32 minutos de duração, o curta aposta na inocência do seu público-alvo (infantil, no caso) e na alta qualidade técnica. A pr...

O Beco do Pesadelo (Crítica)

cinemacomrapadura.com.br Guillermo del Toro é um diretor de carreira respeitável, que se caracterizou por utilizar, em suas obras, monstros como alegorias, subvertendo a mensagem, ao compará-lo aos humanos. No fim das contas, estes últimos se mostram bem mais assustadores, que os primeiros. Apesar disso, “O Beco do Pesadelo” é o primeiro filme do mexicano, sem a presença de nada sobrenatural. Mesmo assim, ele ainda mantém o lado fantasmagórico, que sempre o fascinou. Del Toro, constantemente, procurou focar na história de pessoas excluídas, aquelas que não seguem o “padrão” imposto pela sociedade. Aqui, ele é atraído pelo Circo, que permeia, como cenário, boa parte do longa. Para quem não sabe, “O Beco do Pesadelo” é uma refilmagem de “O Beco das Ilusões Perdidas” (1947), que havia sido dirigido por Edmund Goulding, sendo a primeira adaptação do livro homônimo de William Lindsay Gresham. Ressaltando que o filme de 1947 sofreu com a censura americana, pois na época, a his...

Spencer (Crítica)

g1.globo.com Definitivamente, Pablo Larraín não é um diretor comum. Sua filmografia é bastante específica, geralmente, caracterizada por cinebiografias de personalidades públicas, procurando focar mais no lado pessoal do seu protagonista, e menos no já conhecido da grande mídia. Essa fuga do óbvio, já começa na escolha de seus intérpretes, geralmente, bem sui generis, fisicamente, dos personagens envolvidos. Não muito diferente disso, temos seu mais novo trabalho, “Spencer” , que conta com Kristen Stewart interpretando Lady Di. Essa experiência de Larraín o permite atingir o domínio narrativo, ousando ao colocar um novo ponto de vista, numa figura pública. Combinado a isso, temos o roteiro corajoso de Steven Knight, que permite ao espectador a se debruçar sobre as emoções da “princesa do povo”, nos fazendo, junto a ela, questionar tudo ligado a realeza. E o filme mesmo não dá muita importância para o lado glamoroso de Diana (Stewart), mas sim para o de mãe e sua forte relaç...

A Tragédia de Macbeth (Apple TV+) – Crítica

globo.com “A Tragédia de Macbeth” é o primeiro longa que o diretor e roteirista Joel Coen realiza sozinho, sem a companhia de seu irmão, Ethan Coen. Aqui, Joel conta com a colaboração da esposa, a atriz Frances McDormand, e adapta a obra homônima de William Shakespeare, dando um tom mais pessoal e sério, onde a ambição é o grande tema. Embora o título do filme apele para o lado trágico, o filme de Coen, na verdade, é mais uma adaptação a seu estilo, usando seu humor característico, em meio a fortes acontecimentos. McDormand interpreta Lady Macbeth e Denzel Washington, em alto nível, faz seu esposo, que na verdade, trata-se do personagem-título. Lord Macbeth é o general do Rei da Escócia, que durante uma caminhada, acaba se deparando com três mulheres misteriosas, que lhe dão uma profecia pagã: “Mate o rei, que o trono será seu” . Essa peça, como podem ver, é famosa por retratar a força da corrupção, em meio a uma zona de poder, onde estamos cercados por fatos absurdos. Os ir...

Drive My Car (Crítica)

mubicdn.net Indicar um filme de três horas de duração é sempre algo complicado, até mesmo para aquele seu amigo cinéfilo. Pior ainda, quando a proposta é feita em cima de um drama, com ritmo lento, baseado apenas em diálogos. Porém, quem não quiser encarar “Drive My Car” , saiba que perderá um ótimo passatempo. Embora, o texto original, em que o filme se baseia, escrito por Haruki Murakami, só tenha 40 páginas. Nisso, a história se mostra, a princípio, bem simples. Começamos pela jornada de um casal infeliz, que sofre o abalo de perder uma filha, e cada um deles responde a isso, de uma forma. O marido, Kafufu (Hidetoshi Nishijima), decide se separar e focar na sua carreira como encenador, após ser convidado para participar de um festival, numa cidade vizinha. Porém, surge um outro problema: A seguradora do projeto obriga Kafufu a utilizar um motorista particular, Watari (Tôko Miura), sendo proibido de dirigir. Isso é outro baque para o nosso protagonista, já que ele usava o mom...

Apresentando os Ricardos (Prime Video) - Crítica

uol.com.br A nova aventura de Nicole Kidman, nos cinemas, é interpretar a atriz Lucille Ball, na semana mais difícil de sua vida. Ela está sendo acusada de participar do Partido Comunista, o que faz com que sua carreira corra risco, com a audiência a pressionando. Para piorar, ela precisa concluir o roteiro de seu sitcom, “I Love Lucy” , em meio as acusações e a baixa receptividade do público americano, para sua persona. Além disso, a atriz acaba descobrindo que seu marido, Desi (Javier Bardem), a está traindo, o que faz com que seu casamento esteja por um fio. A direção e o roteiro de “Apresentando os Ricardos” fica por conta de Aaron Sorkin ( “Os 7 de Chicago” ), que já começa o filme, prometendo bastante, prendendo a atenção do espectador, de imediato. De início, vemos que o filme utilizará da metalinguagem, misturada com a estrutura documentário, onde vemos relatos de várias pessoas, que passaram pela vida de Lucy. A direção acerta muito nessa condução, mas o elogio ma...

Amor, Sublime Amor (Crítica)

showmetech.com.br A nova versão de “Amor Sublime Amor” foi uma das produções que sofreram com o efeito da pandemia. Adiado por mais de um ano, o mais recente projeto do diretor Steven Spielberg, chegou até nós e já trouxe, de cara, uma nova revelação de Hollywood: Rachel Zegler. E a tarefa não era fácil, aqui ela interpreta Maria, papel marcante da atriz Natalie Wood, no filme original de 1961. Para quem nem sabia da existência de uma obra original, “Amor Sublime Amor” é nada mais, nada menos, que um Romeu e Julieta musical. Agora o confronto das famílias é representado por duas gangues de Nova York, os Sharks e os Jets. Em meio a isso, Steven Spielberg acrescenta a disputa do território, uma denúncia contra o preconceito e o abuso, trazendo bastante representatividade latina e negra, o que torna a sua obra, apesar de adaptada, ganhar em originalidade. Uma dessas pequenas mudanças está na etnia de alguns personagens. Bernardo, líder dos Sharks e irmão de Maria (Rachel Zeg...