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Mostrando postagens com o rótulo Oscar 2019

No Portal da Eternidade (Crítica)

adorocinema.com Contar a vida de um artista famoso na tela do cinema parece ser algo muito simples, já que a história do mesmo está pronta em sua biografia. Mas nem todo personagem é digno de nos prender a um filme completo. Ele precisa ter uma particularidade, que nos mova do início ao fim. E “No Portal da Eternidade” , longa biográfico sobre a carreira do pintor Vincent Van Gogh, cumpre bem esse papel, já que o protagonista possui uma mente bastante peculiar. O diretor, Julian Schnabel, então, resolve apostar em um tipo de narrativa mais crua e depressiva, utilizando-se bastante da técnica da câmera na mão. Tudo é muito sutil, e caminha de acordo com a emoção do personagem que está em cena. Pode causar certo estranhamento do público em geral que irá consumir o filme, o fato de o diretor abusar dos cortes, que em certo nível acaba causando uma quebra no ritmo da narrativa. Mas tudo isso acaba não atrapalhando, por se tratar de um filme sobre a vida de Van Gogh. Essa dist...

Guerra Fria (Crítica)

cinepop.com.br O diretor Pawel Pawlikowski, indicado ao Oscar de Melhor Diretor, vem com seu lançamento mais recente, após “Ida” vencer a categoria de Melhor Filme Estrangeiro, em 2013. Apesar de “Ida” ter merecido a premiação, “Guerra Fria” não chega nem aos seus pés. Relatando uma história de amor, o filme foca na vida de duas pessoas diferentes, em origens e personalidade. Tudo isso, ambientado na Polônia de 1945, pós-Segunda Guerra, onde o país estava em processo de reconstrução da imagem. O grande acerto é em mostrar as diferenças do casal protagonista, num clima mais musical. Guerra Fria tenta, como objetivo, nos tocar em um ritmo mais energético, utilizando-se do folclore polonês. E por toda essa alegria, vemos que a escolha de um filme em preto e branco, nada mais é que um mero capricho do diretor. O filme lembra um pouco “Dunkirk” (2018), de Christopher Nolan, onde havia uma harmonia nos elementos técnicos, mas também um desequilíbrio considerável na nar...

Vice (Crítica)

vice.com A primeira vista, “Vice” parece ser mais um filme de política, que a Academia adora indicar ao Oscar, só para valorizar o próprio país. Mas esse longa trata-se do extremo oposto. A história foca em Dick Cheney (Christian Bale), talvez o vice-presidente mais atuante na história da política americana. O diretor do filme, Adam McKay ( “A Grande Aposta” ), foca num filme com mais humor e diálogos rápidos, no intuito de contar a história de um personagem nem um pouco carismático, se apoiando em mais um brilhante desempenho de Christian Bale, na pele do protagonista. Mais uma vez, ele precisou se transformar fisicamente para um papel. Aqui, além do ganho de peso, Bale precisou engrossar o pescoço para se assemelhar o ex-vice-presidente. Sem contar com o timbre de voz, que muda ao passar do filme, devido ao envelhecimento do personagem. Deve ser carta marcada no Oscar de Melhor Ator. Mas nem só de Bale vive o filme. Apesar de ser uma figura com muita personalidade,...

O Cavalheiro com Arma (Crítica)

cinemaplanet.pt Robert Redford completa 82 anos de idade e 58 de carreira, em 2019. E para encerrar essa trajetória de sucesso, ele protagoniza seu último filme, “O Cavalheiro com Arma” , que conta a história de um criminoso, bastante simpático. Redford é Forrest Tucker, um ladrão conhecido por ter estrelado uma fuga da prisão de San Quentin, em 1979, utilizando um barco e mantendo-se foragido por vários anos. Forrest não é um criminoso comum, ele possui uma necessidade extrema em assaltar bancos, da forma menos violenta possível. Entretanto, o tempo vai passando e Forrest, assim como seus parceiros Teddy (Danny Glover) e Waller (Tom Waits), já não possui o mesmo gás para aguentar a pressão de assaltar bancos e planejar suas fugas. Para complicar ainda mais a situação de Forrest, ele acaba se apaixonando por Jewel (Sissy Spacek), uma mulher simples, ao mesmo tempo em que corre para fugir da perseguição do detetive John Hunt (Casey Affleck), que não medirá os esforços para...

Querido Menino (Crítica)

indiewire.com O diretor e roteirista Felix Van Goreningen está de volta, agora com um longa que conta com um elenco estelar. “Querido Menino” é protagonizado pela dupla Steve Carell e Timothée Chalamet, mas que também possui coadjuvantes de luxo, como Maura Tierney, Amy Ryan e Jack Dylan Grazer. O enredo do filme também não fica pra trás. Inspirado nas memórias de David Sheff e Nic Sheff, o longa foca na relação complicada entre um pai e um filho. David (Carell) é um jornalista famoso que vive com a esposa e seus três filhos. Nic (Chalamet), o mais velho e fruto do primeiro casamento de David, está contando os dias para entrar na faculdade. Porém, ao mesmo tempo em que sofre com o consumo de drogas, que consequentemente abala sua relação com o pai. A partir deste fato, somos convidados a ver como o vício de Nic afeta, não só a ele, mas toda a família. Junto a isso, o filme aposta em flashbacks para fazer com que o espectador entenda a excelente relação entre pai e filho...

A Favorita (Crítica)

cinestera.com.br Depois de “O Lagosta” (2015) e “O Sacrifício do Cervo Sagrado” (2017), o diretor Yorgos Lanthimos, mais uma vez, traz o ar da sua direção, focando em uma sátira sobre o mundo da realeza. De forma, até mesmo, mais cínica, “A Favorita” aposta em abordar o triangulo amoroso e, porque não, manipulador, entre três mulheres na Inglaterra, em pleno século 18. Assim, a história acompanha o relacionamento secreto entre a rainha Anne (Olivia Colman) e Lady Sarah (Rachel Weisz), sua confidente. As duas se conheceram na infância e Sarah utiliza-se disso para manipular as decisões da rainha, até mesmo no aspecto político. Porém, tudo muda com a chegada de Abigail (Emma Stone), uma prima distante de Sarah que chega para ocupar o papel de doméstica no castelo. O primoroso trabalho com os deveres domésticos acaba encantando a rainha Anne, consequentemente causando ciúme a Lady Sarah. Apesar de interessante, esse triângulo amoroso, já sabemos desde o início, que não irá ...

Homem-Aranha no Aranhaverso (Crítica)

legiaodosherois.uol.com.br Depois do fiasco de crítica sobre “Venom” (2018) e o empréstimo do Homem-Aranha para o Marvel Studios, a Sony precisava de um filme de super-herói para dar um respiro. E “Homem-Aranha no Aranhaverso” não só cumpriu a meta, como surpreendeu a todos. A tarefa não era tão fácil, pois apresentar Miles Morales como protagonista num filme do Aranha, parecia complicado a se fazer, para o grande público. E para isso, o primeiro ato do longa torna-se bastante corajoso, por assumir que já conhecemos a história de Peter Parker. O foco agora é em Miles, que nada mais é que o oposto do antecessor. Apesar de também passar por dificuldades no colégio e no aprendizado dos seus poderes, ele é um adolescente negro e vem de uma família hispânica. Além disso, esse é um Homem-Aranha novo, como novos dilemas e novos problemas a serem solucionados, a começar por ter que lidar com um multiverso que conta com vários outros Aranhas como ele. Aqui temos um grande ac...

Green Book (Crítica)

http://s3.amazonaws.com A história se inicia em 1962, em Nova York, onde Tony Vallelonga (Viggo Mortensen) trabalha como segurança numa boate. Boate essa, que conta com excelente easter-egg, já que a mesma chama-se Copacabana, aquela mostrada em “Os Bons Companheiros” (1990). E não só na boate que está a referência, Tony possui o estereótipo do encrenqueiro italiano, no sotaque e no seu jeito de falar. Por causa disso até, seus amigos apelidaram de Tony “Lip” (que em português significa Tony “Lábia”). Funcionando como um gênio da música, Shirley (Mahershala Ali) entrará em uma turnê nacional, mas precisa de alguém que seja seu motorista particular, que saiba das leis e do preconceito sulista, que significa um alto risco para os negros. Com o eminente fechamento do Copacabana, Tony vê uma oportunidade de se apresentar para o cargo de motorista. A partir disso, “Green Book – O Guia” acaba virando um Road movie , envolvendo atitudes racistas e insensíveis. Apesar do bom...

WiFi Ralph – Quebrando a Internet (Crítica)

i2.wp.com “Detona Ralph” (2012) é uma animação bastante injustiçada. Nem a crítica, muito menos o público, havia dado valor a excelente homenagem ao mundo dos videogames, sendo que a animação é uma das mais esquecidas pelo público, se tratando de Disney. Mesmo com menos barulho ainda, a Disney resolveu apostar numa sequência. Em “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” , vemos a volta do jogo “Corrida Doce”, que acaba sofrendo um problema em seu hardware, ocasionado pela perda do volante do fliperama. Para isso, a espevitada Vanellope e o ogro Ralph precisam partir para internet com o intuito de achar uma nova peça, a fim de evitar o desligamento definitivo do jogo. E na parte envolvendo o mundo da internet, que o longa atinge o ápice. É lindo ver o brilhantismo em correlacionar a internet, com o planeta em que vivemos no real. Lá os sites são prédios, os buscadores são comandados por um professor esperto, os pop-ups são malandros a procura de desesperados. As páginas de come...

O Retorno de Mary Poppins (Crítica)

observatoriodocinema.bol.uol.com.br Julie Andrews encantou o mundo em 1964, na adaptação do conto da australiana P.L Travers, em um filme da Disney. Muitos classificam "Mary Poppins" como algo grandioso, misturando músicas marcantes, pessoas reais e animações. Após 50 anos, a Disney permanece em querer remontar o clássico, como uma sequência do primeiro filme, se passando 20 anos depois. Para isso, o papel da protagonista fica neste momento a cargo de Emily Blunt. Agora a história foca em Michael e Jane Banks (Ben Whishan e Emily Mortimer), as crianças que viram Mary Poppins na primeira versão em 1964 e que agora são adultos. Michael Banks tem dois filhos, e perdeu a esposa recentemente, sua irmã tenta ajudá-lo como pode, mas ela parece está no filme apenas para fazer par romântico com Jack (Lin-Manuel Miranda), o acendedor de poste, que na primeira versão era interpretado por Dick Van Dyke. O enredo é muito simples e cheio de lições intermináveis de mor...

Tully (Crítica)

theaustralian.com.au A questão da maternidade vai se tornando um assunto recorrente na carreira do diretor Jason Reitman e do roteirista Diablo Cody, que já haviam mostrado o tema, anteriormente, focando mais na questão da adolescência, em “Juno” (2007). Já em “Tully” , a aposta fica em explorar a vida de Marlo (Charlize Theron), uma mulher que está prestes a dar a luz ao seu terceiro filho. Ela se vê em uma encruzilhada, pois a cada dia que passa, não consegue suportar mais a pressão de cuidar dos filhos e das tarefas domésticas do dia a dia. Vendo isso, seu irmão sugere a contratação de uma babá, para que Marlo e seu marido consigam ter uma noite de sono produtiva. Mesmo que a princípio reticente, Marlo acaba cedendo a um momento de desespero e liga para Tully (Mackenzie Davis). Ao passar do tempo, Marlo acaba encontrando na jovem, um espelho de sua personalidade, redescobrindo um lado seu, até então apagado. E nisso, Cody, em seu roteiro, aproveita para explorar belíss...

A Esposa (Crítica)

g1.globo.com “A Esposa” é o exemplo clássico de um filme comum, que tem uma história simples e nada edificante, mas que cresce com uma grande atuação, que nesse caso é Glenn Close. Aqui, Close entrega uma personagem magnífica e explosiva, utilizando-se da luta do feminismo, que cresce bastante nos últimos anos. A história do filme foca no casal Joan e Joe Castleman (Close e Jonathan Pryce). Ele é um escritor bem sucedido e aclamado, e ela, aos olhos da sociedade, é apenas a esposa. Entretanto, quando Joe está prestes a ganhar o Nobel de Literatura, a relação chega ao estopim. O longa foca nos momentos chaves da vida do casal, utilizando-se também de flashbacks , para mostrar o porquê da personalidade de cada um dos dois. Vemos como eles se conheceram, onde ele era um professor casado e ela, uma estudante sonhadora. Isso bate em cheio com o pensamento dela atual, de que se arrepende do caminho que trilhou ao lado do marido, como uma mera esposa, largando de vez sua carrei...

Ilha dos Cachorros (Crítica)

cosmonerd.com.br Wes Anderson sempre se caracterizou pelo seu lado mais “hipster” , se comparado a outros grandes nomes da direção. E esse fundamento não falta no seu mais novo lançamento, “Ilha de Cachorros” , que está indicado ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Animação, podendo também aparecer no Oscar. Aqui, Anderson procura homenagear o Japão, partindo com o objetivo de referenciar, ao máximo, Osamu Tezuka. Essa animação tem como base, abordar temas como guerra e cibertecnologia. A história é centrada em Atari, um menino que deseja encontrar seu cachorro, que está vivendo perdido em um lixão, na cidade de Megasaki, onde todos os animais foram exilados, a ordem do governo, para o combate a uma epidemia misteriosa, que acabou atingindo a metrópole. Além de se tratar de uma animação 2D, o filme se utiliza bastante de flashbacks e hipertextos, lembrando até um pouco a figura do Astroboy de Tezuka. Comparando com histórias anteriores de Wes...

Roma (2018) - Crítica

metrojornal.com.br O diretor mexicano mais popular do cinema mundial, Alfonso Cuarón, autor de sucessos como “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” , “Filhos da Esperança” e “Gravidade” , aposta agora numa narrativa um pouco mais pessoal. “Roma” , sua mais recente obra, lançada pela Netflix, traz uma experiência um pouco mais intimista e afetuosa, apesar de tratar de temas, aparentemente, trágicos, mas de forma singela, principalmente por utilizar-se de uma fotografia em preto e branco. Neste último quesito, o destaque fica por conta de Emmanuel Lubezki ( “O Regresso” ). Para quem conhece a trajetória pessoal de Cuarón, “Roma” pode ser classificado como uma espécie de autobiografia sua, contando a relação de duas empregadas, de origem indígena, que trabalham em uma família de classe média. Essas domésticas, imediatamente, se correlacionam com as mesmas que ajudaram no processo de infância vivido pelo diretor. Apesar de duas empregadas, a história foca em uma em e...

The Ballad Of Buster Scruggs (Crítica)

filmcomment.com “The Ballad Of Buster Scruggs” é a mais recente obra dos Irmãos Coen. Num formato que se assemelha mais a uma série de TV, o filme nada mais é que uma coletânea de esquetes vividas num faroeste distante, passando por temas já trabalhados pela dupla de diretores anteriormente. O que une essas esquetes é a perspectiva única sobre a morte. Aqui podemos ver todas as características presentes na carreira dos diretores. Comédia, musical, temas mais obscuros, apelo maior para a atuação, roteiros simples e fotografia impecável. Outro fator que está bastante atuante em todas as esquetes é o cenário, ambientado no Velho Oeste. O primeiro conto, que acaba levando o nome do filme, trata-se de um musical de comédia, onde o foco está no ator Tim Blake Nelson, que vive um assassino frio e engraçado que desenvolve inúmeras maneiras de manusear sua pistola, utilizando-se de sua fanfarronice com um estilo bastante próprio. Diferente dos contos que viriam a seguir, aqui há ...

Podres de Ricos (Crítica)

i0.wp.com A maior surpresa dos indicados ao Globo de Ouro 2019, sem dúvida, foi “Podres de Ricos” . Mas o espanto não é só com a indicação, antes mesmo, o mundo já passou a olhar a produção, com outros olhos, pela sua bilheteria, que contou com um faturamento girando em torno dos 230 milhões de dólares, bem acima do valor da produção que custou cerca de 30 milhões. Apesar de barato, o filme não poupa nem um centavo para nos mostrar o primeiro mundo, aonde a história irá se passar. A começar por Londres, onde vemos duas mulheres asiáticas que são tratadas por extremo preconceito, mas que conseguem contornar a situação, onde uma delas consegue telefonar para um amigo que a ajuda a comprar o local. Em seguida, corta-se para Nova York, em um tempo futuro, onde Nick Young (Henry Golding), o menino que acompanhava as duas senhoras na primeira cena, já com vinte e poucos anos, rico e de bem com sua namorada. Assim, Nick se permite a convidar a amada para o casamento de seu mel...

22 de Julho (Crítica)

cineset.com.br O filme “22 de Julho” chega como um dos postulantes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mais pela grife de seu diretor, Paul Greengrass, conhecido da franquia Bourne e de clássicos como Domingo Sangrento e Voo United 93 , por trazer um tipo de cinema mais imersivo, explorando bem ação e drama, do que pela própria qualidade de sua produção. Em “22 de Julho” , Greengrass apostou em recriar um ataque de um militante de extrema direita que ocasionou 77 mortos e em torno de 200 feridos na Noruega, abalando toda a comunidade europeia. A explicação para o atentado nada mais é que a diversidade de povos e idiomas no atual país, despertando uma revolta gigantesca da extrema direita. Assim, Greengrass aposta no convencional. O primeiro ato do longa traz toda a reconstituição do ataque, deixando para segunda metade do filme as consequências do ato, finalizando com o julgamento. Tudo isso em duas perspectivas, de um lado o monstro (Anders Danielsen Lie), que com...

Infiltrado na Klan (Crítica)

http://ep02.epimg.net Pode até parecer impossível de ter acontecido, mas os fatos mostrados no novo longa de Spike Lee, “Infiltrado na Klan” , tratam-se de situações verídicas. O filme conta a história de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro que acabou conseguindo se infiltrar na Ku Klux Klan. Mas como ele conseguiu tal proeza? Simples, ele se comunicava com o grupo extremista, através de conversas telefônicas. Quando fosse solicitado sua presença nas reuniões, ele enviava o parceiro Flip Zimmerman (Adam Driver), para assumir sua identidade falsa. A história se passa nos anos 70, e até mesmo por isso, Spike Lee homenageia muito bem a “Blacksplotation” , movimento cinematográfico negro americano que surgiu nesta década, onde começaríamos a ver mais diretores e atores negros nas grandes produções. A fotografia e o humor, características marcantes de tal gênero, são muito referenciados. E isso é um grande acerto do filme, pois transforma o tom em algo ma...

O Primeiro Homem (Crítica)

observatoriodocinema.bol.uol.com.br A palavra emoção já define quase todas as histórias contadas para o cinema sobre astronomia. Pense nisso, somado a um roteiro que irá abordar a corrida espacial. Sinal de clichê hollywoodiano, não é?     Pois saibam que o diretor Damien Chazelle transforma o seu mais recente longa, “O Primeiro Homem” , em algo que subverte todas as nossas expectativas. A começar por contar a biografia do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, por uma perspectiva mais tranquila, contando sua trajetória de oito anos até dar o grande salto da humanidade. Para diferenciar mais ainda do lado heroico que muitos veem em Armstrong, Ryan Gosling, que protagoniza o filme, traz um homem de poucas palavras e expressões. Soma-se a isso, a escolha de Chazelle por Linus Sandgren para direção de fotografia, onde se vê uma preferência pela luz natural, similar a um documentário, já mostrando desde o início do filme que não teremos nada do ...