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Tully (Crítica)

theaustralian.com.au

A questão da maternidade vai se tornando um assunto recorrente na carreira do diretor Jason Reitman e do roteirista Diablo Cody, que já haviam mostrado o tema, anteriormente, focando mais na questão da adolescência, em “Juno” (2007).

Já em “Tully”, a aposta fica em explorar a vida de Marlo (Charlize Theron), uma mulher que está prestes a dar a luz ao seu terceiro filho. Ela se vê em uma encruzilhada, pois a cada dia que passa, não consegue suportar mais a pressão de cuidar dos filhos e das tarefas domésticas do dia a dia. Vendo isso, seu irmão sugere a contratação de uma babá, para que Marlo e seu marido consigam ter uma noite de sono produtiva.

Mesmo que a princípio reticente, Marlo acaba cedendo a um momento de desespero e liga para Tully (Mackenzie Davis). Ao passar do tempo, Marlo acaba encontrando na jovem, um espelho de sua personalidade, redescobrindo um lado seu, até então apagado. E nisso, Cody, em seu roteiro, aproveita para explorar belíssimos diálogos, a ponto de conduzir, de maneira sensível, a história de uma mulher, aparentemente comum, que sofre para se adaptar aos padrões exigidos para o papel de mãe na sociedade atual.

Nisso, são recriadas situações do nosso cotidiano, sem se apegar tanto as palavras, mas sim pelas performances das atrizes, tudo isso com uma boa dose de humor e sarcasmo, girando em volta de discussões que norteiam tópicos, envolvendo a questão da responsabilidade matriarcal.

O roteiro não traz muitas novidades, mas se apoia, de maneira certeira, na química vista entre as atrizes Charlize Theron e Mackenzie Davis. As duas criam mulheres sinceras, da vida real, que certamente causarão momentos de identificação.

O maior mérito do filme, sem dúvida, é mostrar que não há uma receita básica e única para uma família funcionar em harmonia, basta o amor fraternal entre seus membros.


Classificação: Excelente (5 de 5 estrelas)

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