Pular para o conteúdo principal

Postagens

Coringa (Crítica)

exitoina.uol.com.br Pode não ser a melhor adaptação de quadrinhos da história, mas, com certeza,  “Coringa”  entrará no hall da mais lembradas, pelo menos, por um bom tempo. O filme procura fazer um estudo de personagem sobre o que para muitos, trata-se do maior vilão dos quadrinhos, ainda por cima, sendo interpretado por um dos melhores atores desta geração, Joaquin Phoenix, que aqui entrega algo digno a indicação ao Oscar, misturando drama com humor negro.     Mas antes de Phoenix encarnar o “Palhaço do Crime”, ele começa a história como Arthur Fleck, um homem que vive sob dificuldades para se manter estável, na cidade de Gotham, que está em ruínas. O diretor do filme, Todd Phillips, consegue a proeza de situar a história entre os anos 70 e 80, evitando qualquer estranheza recorrente aos quadrinhos do Batman, ou de qualquer outro mundo do Universo DC. Aqui, temos de referência, apenas, a já citada, cidade de Gotham e a Família Wayne. O pe...

O Rei Leão (2019) - Crítica

oglobo.globo.com O projeto da Disney, em relançar refilmagens de suas animações, chegou ao desafio mais complicado, refazer “O Rei Leão” , filme de 1994, que volta agora, numa versão mais realista. Não que seja complicado trocar o elenco, ou até mesmo, remontar o texto. De acordo com o mundo em que vivemos, isso tudo é periférico. O mais difícil, sem dúvida, era manter a expressividade emocional dos personagens, principalmente, por se tratar de uma obra baseada no sentimental e na caricatura. Em “ Mogli: O Menino Lobo ” (2016), que também contava com Jon Favreau, na direção, a presença de um personagem humano ajudava nesse preenchimento das emoções, sustentando elementos dramáticos, em volta da beleza fotográfica. Já em “O Rei Leão” , como o elenco todo é composto por animais, a transição é mais complicada. A falta de expressividade dos personagens prejudica muito na narrativa. Até mesmo por isso, Favreau explora até mais, em comparação com o projeto anterior, no de...

Stranger Things 3 (Crítica)

assets.teenvogue.com Como diria Wolverine, em “Logan” (2017): “O mundo não é mais o mesmo” . Essa frase dá o tom para Stranger Things, que desde que estreou na Netflix, em 2016, nunca havia sofrido tanta concorrência, como a que parece que terá a partir de agora, com vinda da Disney, TimeWarner e outras no mercado. Para isso, é necessária uma franquia de peso para a Netflix, e nesse ponto Stranger Things cumpre bem o papel. Mesmo com esse grande sucesso, o fato de a cultura pop parecer superar de vez a nostalgia dos anos 80, faz com que a terceira temporada trace um fim próximo para a série, que não deve contar com muitas temporadas. A trama retorna após um ano do incidente visto na temporada passada. Agora, as crianças principais já são adolescentes, e precisam lidar com a puberdade e os problemas na relação entre eles. Em paralelo, a criatura, aparentemente trancada no Mundo Invertido, começa a abduzir os moradores da região de Hawkins, num plano de vingança contra os ...

Homem-Aranha: Longe de Casa (Crítica)

rd1.com.br “Homem-Aranha: Longe de Casa” é um filme que cumpre bem o papel que se esperava dele, principalmente pela volta do clima estudantil/adolescente, que acaba cativando quem vos escreve. O filme tem carisma e bom humor no toque certo. A história começa logo após um ano dos eventos vistos em Ultimato, onde a turma do colégio de Peter Parker (Tom Holland) está saindo de férias de verão, partindo para a Europa. Neste momento, Peter pretende tirar um tempo de folga, após todo o esforço exigido ao Homem Aranha, nas suas últimas aventuras com os Vingadores. E nisso, ele, apaixonado por M.J. (Zendaya), planeja pedi-la em namoro, justamente no cenário mais romântico de todos: Paris. Entretanto, seus planos são frustrados, logo após a chegada de Nick Fury (Samuel L. Jackson), que “solicita” ao garoto ajuda no combate de ameaças de outras dimensões. Tudo isso, tendo auxílio de um novo herói, o Mystério (Jake Gyllenhall). Vindo de um grande evento como Ultimato, a missão par...

Toy Story 4 (Crítica)

sm.ign.com Parecia que “Toy Story 3” seria o fim de uma maravilhosa trilogia, que nos encantou por 15 anos, ou mais precisamente de 1995 até 2010. Mesmo assim, a Pixar decidiu encaminhar mais uma sequência, agora com “Toy Story 4” , tendo o estreante Josh Cooley na direção. O quarto episódio da saga parte de onde terminou o anterior, Woody (Tom Hanks) lidera sua equipe no intuito de divertir ao máximo sua nova dona, Bonnie (Madelene McGraw), personagem apresentada no terceiro filme. Mesmo assim, o caubói ainda sente a falta do antigo dono, Andy (John Morris). Mesmo com esse dilema, Woody permanece firme em sua decisão de se manter leal a nova dona e seus inseparáveis amigos brinquedos. Mesmo assim, outra preocupação martela a cabeça do caubói: Bonnie está prestes a ir para escola, e não consegue se enturmar. E na tentativa de distrair sua cabeça, a garota acaba criando um brinquedo em sua aula de artes, o Garfinho (Tony Hale). Entretanto, mais um problema aparece par...

X-Men: Fênix Negra (Crítica)

i1.wp.com O drama de Jean Grey se tornando a Fênix, história famosa nos quadrinhos, retorna pela segunda vez aos cinemas em “X-Men: Fênix Negra” , após 13 anos do famigerado “X-Men 3: O Confronto Final” . Tudo isso, em volta do fim do acordo dos Mutantes da Marvel, que estavam no comando da Fox, e que passarão para as mãos da Disney, tendo, provavelmente, um novo recomeço no MCU. Apesar de toda desconfiança que o filme já possuía, o resultado é de certo modo, agradável, pois a  despeito de possuir problemas, o longa faz jus ao tempo em que vivemos. Mesmo que de longe, a inspiração do diretor Simon Kinberg é visivelmente em “Logan” (2017), pois não há mais nada a se perder. Essa jornada mais melancólica e caminhando para o fim é visível, não apenas na protagonista Jean Grey (Sophie Turner), mas também em Charles Xavier (James McAvoy), que nada mais é que o epicentro do universo mutante. Tentando se afastar do terceiro filme do Universo, Fênix Negra busca problematiza...

Vingadores: Ultimato (Crítica)

gazetaonline.com.br Depois da finalização da jornada de “Vingadores: Guerra Infinita” , vemos agora Thanos (Josh Brolin), que foi o protagonista do filme anterior, numa respiração mais ofegante, sentado, olhando para sua bela paisagem. Mas como a Marvel conseguiria continuar essa jornada? Simples, basta trocar o protagonismo do vilão para os heróis sobreviventes, e suas perspectivas após o impacto da tragédia que dizimou 50% da população geral. Além disso, o Marvel Studios precisava fechar a jornada que começou em 2008, com Jon Favreau dirigindo o primeiro longa do Universo, o seu “Homem de Ferro” . “Vingadores: Ultimato” , começa pela caminhada de Thanos, em sua fazenda, enquanto os heróis buscam contornar o problema do mundo caótico em que vivemos. Tendo a função de construir bem o destino de todos os personagens principais do MCU, era muito fácil de se encontrar problemas de roteiro. Entretanto, para alegria de todos, o pulso forte da direção somado a um belo tra...