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Klaus (Crítica)

observatoriodocinema.bol.uol.com.br “Klaus” , nova animação da Netflix, buscou um desafio grande: Explicar de onde surgiu o conceito do Papai Noel. A história começa focando na vida de Jasper, um garoto que vive às custas do pai rico, que é o dono da maior empresa de correspondências do mundo. Cansado da acomodação do filho, ele obriga o garoto a se mudar para uma cidade pequena, chamada Smeerensburg, para trabalhar numa filial de sua empresa. O retorno de Jasper para casa depende de uma meta: registrar o envio de seis mil cartas dos moradores daquele vilarejo. Além da meta, o rapaz precisa lidar com o frio e os conflitos que os cidadãos do local possuem, em especial a uma guerra travada entre duas famílias, que levam uma história de ódio hereditário. Assim o tempo passa, até o momento em que Jasper conhece Klaus. Um senhor solitário, que vive num celeiro cheio de brinquedos. Em uma de suas entregas, Jasper entrega ao homem um desenho de uma criança. Tocado pelo conte...

O Irlandês (Crítica)

observatoriodocinema.bol.uol.com.br Apesar de tratar-se de um diretor completo, comandando inúmeros projetos, Martin Scorsese fez sua fama construindo um nome ligado aos filmes de gângster, em especial “Os Bons Companheiros” (1990), que se destacou pelo um novo estilo de narrativa e roteiro próprio, influenciando diversos nomes, de lá pra cá. Isso tudo fez com que Scorsese virasse um sinônimo de longas de máfia. Embora, o principal chamariz para seus projetos, em minha opinião, trata-se do poder do diretor em trazer, ao público, uma reflexão sobre o existencialismo do homem, numa busca infinita por se sentir pertencente a um grupo ou propósito. Apropriando-se dessa categoria consagrada, “O Irlandês” consegue juntar um grande elenco, encabeçado por Robert De Niro, Al Pacino, Harvey Keitel e Joe Pesci. Este último, em especial, por ter sido tirado de sua aposentadoria para uma atuação linda e singela. Esse elenco estelar, inclusive, deixa como segundo plano, mas ...

Doutor Sono (Crítica)

falange.net Não há dúvidas de que “O Iluminado” é uma das maiores histórias de terror, tanto do cinema quanto da literatura. Embora tenha sido retratada de formas bastante particulares, nessas duas realidades, gerando um dos maiores desentendimentos já visto, entre o autor do clássico de 1977, Stephen King, e o diretor da adaptação do cinema, de 1980, Stanley Kubrick. Isso se explica pelo fato de Kubrick ter dado ao conto um aspecto mais pé no chão, eliminando muito da parte surreal. Nisso, King acabou destroçando o trabalho realizado pelo cineasta, fazendo com que o escritor fizesse sua própria adaptação (no formato de minissérie), além de produzir uma continuação em 2013, o chamado “Doutor Sono” . Parte-se disso um grande questionamento: O que fazer quando alguém decide adaptar “Doutor Sono” para o cinema? Seguir a visão original de King? Ou continuar o trabalho realizado por Kubrick? Esse conflito é visível na moldagem que chega aos cinemas, nessa semana. Com ro...

Coringa (Crítica)

exitoina.uol.com.br Pode não ser a melhor adaptação de quadrinhos da história, mas, com certeza,  “Coringa”  entrará no hall da mais lembradas, pelo menos, por um bom tempo. O filme procura fazer um estudo de personagem sobre o que para muitos, trata-se do maior vilão dos quadrinhos, ainda por cima, sendo interpretado por um dos melhores atores desta geração, Joaquin Phoenix, que aqui entrega algo digno a indicação ao Oscar, misturando drama com humor negro.     Mas antes de Phoenix encarnar o “Palhaço do Crime”, ele começa a história como Arthur Fleck, um homem que vive sob dificuldades para se manter estável, na cidade de Gotham, que está em ruínas. O diretor do filme, Todd Phillips, consegue a proeza de situar a história entre os anos 70 e 80, evitando qualquer estranheza recorrente aos quadrinhos do Batman, ou de qualquer outro mundo do Universo DC. Aqui, temos de referência, apenas, a já citada, cidade de Gotham e a Família Wayne. O pe...

O Rei Leão (2019) - Crítica

oglobo.globo.com O projeto da Disney, em relançar refilmagens de suas animações, chegou ao desafio mais complicado, refazer “O Rei Leão” , filme de 1994, que volta agora, numa versão mais realista. Não que seja complicado trocar o elenco, ou até mesmo, remontar o texto. De acordo com o mundo em que vivemos, isso tudo é periférico. O mais difícil, sem dúvida, era manter a expressividade emocional dos personagens, principalmente, por se tratar de uma obra baseada no sentimental e na caricatura. Em “ Mogli: O Menino Lobo ” (2016), que também contava com Jon Favreau, na direção, a presença de um personagem humano ajudava nesse preenchimento das emoções, sustentando elementos dramáticos, em volta da beleza fotográfica. Já em “O Rei Leão” , como o elenco todo é composto por animais, a transição é mais complicada. A falta de expressividade dos personagens prejudica muito na narrativa. Até mesmo por isso, Favreau explora até mais, em comparação com o projeto anterior, no de...

Stranger Things 3 (Crítica)

assets.teenvogue.com Como diria Wolverine, em “Logan” (2017): “O mundo não é mais o mesmo” . Essa frase dá o tom para Stranger Things, que desde que estreou na Netflix, em 2016, nunca havia sofrido tanta concorrência, como a que parece que terá a partir de agora, com vinda da Disney, TimeWarner e outras no mercado. Para isso, é necessária uma franquia de peso para a Netflix, e nesse ponto Stranger Things cumpre bem o papel. Mesmo com esse grande sucesso, o fato de a cultura pop parecer superar de vez a nostalgia dos anos 80, faz com que a terceira temporada trace um fim próximo para a série, que não deve contar com muitas temporadas. A trama retorna após um ano do incidente visto na temporada passada. Agora, as crianças principais já são adolescentes, e precisam lidar com a puberdade e os problemas na relação entre eles. Em paralelo, a criatura, aparentemente trancada no Mundo Invertido, começa a abduzir os moradores da região de Hawkins, num plano de vingança contra os ...

Homem-Aranha: Longe de Casa (Crítica)

rd1.com.br “Homem-Aranha: Longe de Casa” é um filme que cumpre bem o papel que se esperava dele, principalmente pela volta do clima estudantil/adolescente, que acaba cativando quem vos escreve. O filme tem carisma e bom humor no toque certo. A história começa logo após um ano dos eventos vistos em Ultimato, onde a turma do colégio de Peter Parker (Tom Holland) está saindo de férias de verão, partindo para a Europa. Neste momento, Peter pretende tirar um tempo de folga, após todo o esforço exigido ao Homem Aranha, nas suas últimas aventuras com os Vingadores. E nisso, ele, apaixonado por M.J. (Zendaya), planeja pedi-la em namoro, justamente no cenário mais romântico de todos: Paris. Entretanto, seus planos são frustrados, logo após a chegada de Nick Fury (Samuel L. Jackson), que “solicita” ao garoto ajuda no combate de ameaças de outras dimensões. Tudo isso, tendo auxílio de um novo herói, o Mystério (Jake Gyllenhall). Vindo de um grande evento como Ultimato, a missão par...