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Soul (Disney+) – Crítica

uol.com.br Ao menos uma vez na vida, você deve ter perguntado, a si mesmo, o porquê da sua existência, ou, até, para onde vamos, após a morte. Mesmo que seja um desafio grande, que varia de pessoa para pessoa, a resposta, muitas vezes, chega de forma indireta, e nem percebemos. E nesse jeito, não verbalizado, de se encontrar um “porque” de tudo, a Pixar apresenta “Soul” , novo filme, exclusivo do Disney+, que busca responder essas questões filosóficas. Tudo isso, partindo da história de Joe (Jamie Foxx), um músico frustrado, por não ter conseguido, ainda, atingir seu sonho. É importante dizer, que apesar do tema sério, o humor/criatividade da Pixar está presente. A sequência inicial, que mostra a morte de Joe, algo que não se configura spoiler, pois trata-se do plot , é feita com um sarcasmo, que transforma tudo como algo “natural” da vida. O encontro do protagonista com uma “luz no fim do túnel”, representada por um ponto branco em volta ao preto, gera, imediatamente, uma ...

A Voz Suprema do Blues (Netflix) – Crítica

institutodecinema.com.br Apesar de lançado só agora, em dezembro, “A Voz Suprema do Blues” respira muito do que foi visto, no mundo, em junho desse ano, nas manifestações americanas, do Black Lives Matter . O diretor do filme, George C. Wolfe, inclusive, declarou que seu desejo inicial era lançar já naquela época. Porém, foi convencido pelos produtores de que era melhor ser jogado para dezembro. E mesmo com a “briga” de datas, o texto correto e o elenco afiado ainda mantem a força que o filme vende. Baseado numa peça, de mesmo nome, de August Wilson, Wolfe nos convida, em seu filme, para a Chicago de 1927, mais especificamente, num estúdio simples, onde não há ventiladores, e o calor sentido lá, acaba acentuando a tensão, em quem trabalha nesse ambiente. Lá, estão Ma Rainey (Viola Davis) e sua banda, prontos para a gravação de seu mais novo disco. Porém, o, já citado, calor esquenta os nervos de todos presentes, levando a um clima pesado, principalmente entre a “Mãe do Blue...

The Mandalorian (Disney+) – 2ª temporada (Crítica)

tekimobile.com Sem dúvidas, a maior surpresa audiovisual de 2019 foi “The Mandalorian” , série do Universo Star Wars, no Disney+. Apostando no faroeste, a história é protagonizada pela dupla Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu/Baby Yoda/A Criança, que sempre se mostraram personagens, extremamente, carismáticos. A direção não poderia ter melhor responsável do que Jon Favreau, que com auxílio de sua equipe, conseguiu explorar bem o desconhecido dessa galáxia tão distante, algo que a Trilogia “Sequel” pecou em não abordar. Bem como a primeira temporada nos vende uma série de faroeste , estilo “Clint Eastwood”, a segunda resolveu evoluir, abrindo o leque de possibilidades. Tivemos episódios de Terror, Samurai, Suspense, Assalto, cada um com uma identidade própria, mas que conseguiu ter coesão com a história principal. Ou seja, o melhor dos mundos. E para aqueles que reclamam do uso de fan service , “The Mandalorian” prova que usando-o, de maneira correta, sem se perder, é possível agradar a...

Mulher-Maravilha 1984 (Crítica)

observatoriodocinema.uol.com.br Muitos vão dizer que é exagero, mas “Mulher-Maravilha 1984” é o filme perfeito para encerrar 2020. Num ano dominado pela pandemia, que nos tirou pessoas e diversões, que bom foi voltar ao cinema. O filme conta com o retorno, na direção, de Patty Jenkins, que entendeu bem o contexto e se propôs a tentar transmitir uma mensagem esperançosa, de que o mundo ainda tem jeito. Mas todo esse belo discurso não funcionaria, senão tivesse, ao seu lado, uma narrativa amarrada, que abraça o carisma da personagem, se distanciando ao máximo do tom “Snyderiano”, visto no filme anterior.   É sempre bom lembrar que em 1941, o criador da Mulher Maravilha, William Moulton Marston, já ressaltava a personagem como um contraponto ao excesso de brutalidade, vista no resto dos super-heróis. Aqui, temos uma super-heroína com o princípio básico da função: Altruísmo.   Assim, Diana (Gal Gadot) volta as telonas, agora nos anos 80, trabalhando num Museu, em Washington,...

O Som do Silêncio (Prime Video) – Crítica

twitter.com O que é o silêncio para você? São inúmeras vertentes, que você pode se apegar, seja pelo lado da religião, algo como a paz, ou segredo, solidão, entre outras definições. O diretor, estreante, Darius Marder traz “O Som do Silêncio” , novo lançamento do Prime Video, que permite ampliar esse debate.   A história é concentrada na vida de Ruben (Riz Ahmed), um baterista, que vai perdendo sua audição, aos poucos. Ao seu lado, ele conta com Lou (Olivia Cooke), sua namorada, que toca ao lado dele, numa banda de rock. O casal mora num trailer e viaja, em turnê, por todo país, fazendo pequenos shows. Porém, a surdez de Ruben aumenta, fazendo com que a dupla interrompa seu cronograma e vá procurar atendimento médico.   Daí, vem o pontapé de toda jornada: Ruben descobre que perdeu 80% da audição. E para dar peso ao drama do protagonista, o diretor, antes da revelação, faz de tudo para destacar os pequenos sons, que compõem o nosso dia a dia, seja o liquidificador, a ca...

Tudo Bem no Natal que Vem (Netflix) – Crítica

jornadageek.com.br Hollywood já é um velho conhecido produtor de filmes natalinos. Mas e no Brasil? Por que não temos o mesmo fenômeno? Mesmo que aqui não tenha neve, a celebração familiar, combinada a famosa ceia, se repete. E tentando se apoiar a um estilo mais brasileiro de comemorar, a Netflix lança “Tudo Bem no Natal que Vem” , com Roberto Santucci, na direção, além de Paulo Cursino, no roteiro, e é claro, Leandro Hassum, como protagonista. O trio, por sinal, já se conhece há bastante tempo, pois trabalharam juntos em “Até que a Sorte nos Separe” (2012) e “O Candidato Honesto” (2014). A história da vez tem como centro, Jorge (Hassum), um homem que incorpora Grinch, e se assume como o ser que odeia o Natal. O motivo disso vem pelo seu aniversário se comemorar também no dia 24 de dezembro, e nunca ter tido tanta relevância para a família. Como o protagonista diz: “Como dividir o espaço com o outro aniversariante, esse tal de Jesus Cristo?” No momento atual, mais velho, ...

Emicida: AmarElo - É Tudo pra Ontem (Netflix) – Crítica

tribunapr.com.br “Emicida: AmarElo – É Tudo pra Ontem” é um documentário que faz jus ao título. O filme é extremamente objetivo e conciso, misturando a gravação de um show do rapper, em novembro de 2019, com um retrato histórico/sociológico sobre a influência de diversos nomes importantes da comunidade negra, no Brasil. Emicida ganha, aqui, uma função dupla de protagonista/narrador, onde ele personifica uma fala mansa, transmitindo uma racionalidade bastante necessária, nos dias de hoje. O filme já começa com a infância de Emicida, onde o menino magro aprende sobre MPB. O documentário aposta mais na construção do “mito negro”, do que nos bastidores do show. Emicida, durante todo o tempo, faz esse belo exercício, indo por vários aspectos filosóficos, passando por Mateus Aleluia, vindo da sua referência africana, até o pastor Henrique Vieira, promovendo assim uma “ponte harmônica” entre o cristianismo e o candomblé. A religião, por sinal, é o centro do filme, mostrando Emicida como o Me...