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Judas e o Messias Negro (Crítica)

ultraverso.com.br Uma interessante história real, porém, nas mãos do diretor errado pode se tornar um grande crime cinematográfico. Vide dois vencedores do Oscar, como “Histórias Cruzadas” (2011) e “Green Book: O Guia” (2018), que, erroneamente, transmitem um relato racial, a partir da visão de um protagonista branco, ao invés de dar voz ao verdadeiro personagem, que sofre o conflito. Felizmente, “Judas e o Messias Negro” não se enquadra nesse problema. Muito pela visão do diretor Shaka King, que decide trazer uma perspectiva própria para a causa negra americana, em meados da ascensão de Fred Hampton. Originário da revolta contra a violência policial americana, na década de 60, o partido dos “Panteras Negras” foi um expoente na luta afro-americana, com o princípio da defesa armada. Criado pela dupla de universitários, Huey P. Newton e Bobby Seale, o movimento se expandiu bastante com a chegada da liderança de Hampton (Daniel Kaluuya). Ele, em seus discursos, defendia uma forte alianç...

Falcão e o Soldado Invernal (Disney+) – Crítica

mixdeseries.com.br Mesmo se tratando de uma série de nicho, pois ainda estamos falando sobre o mundo dos super-heróis, “Falcão e o Soldado Invernal” foi um excelente passatempo, durante a pandemia. Tendo que assumir a responsabilidade de vir depois de “WandaVision” , que subiu a exigência do público, a série conseguiu cumprir seu objetivo: Funcionar como um bom escape semanal. Mais do que isso, trouxe mensagens importantíssimas para o mundo em que vivemos. Desde a segregação racial, até o sistema político fracassado, que não olha para os menos favorecidos, resultando em consequências graves, que atrapalham o dia a dia de todos. Tudo é uma peça no xadrez, sendo para o bem ou para o mal. O grande destaque fica para a subversão do esperado. Se os trailers prometeram uma série de ação, na verdade, tivemos a oportunidade de conhecer melhor nossos heróis. Sam Wilson (Anthony Mackie) e Bucky Barnes (Sebastian Stan), personagens esses, meros coadjuvantes no MCU, até aqui. É in...

Dois Estranhos (Netflix) – Crítica

diariodonordeste.verdesmares.com.br “Dois Estranhos” ganhou muita fama, após sua indicação na categoria “Melhor Curta-Metragem”, no Oscar. Tendo 32 minutos de duração, e sendo dirigido pela dupla Travon Free e Martin Desmond, conferimos um excelente exercício de debate para violência policial, aliado ao racismo, do dia a dia. Repetindo a fórmula batida do “Dia da Marmota”, o curta, ainda sim, consegue se reinventar. Aqui, embarcamos na história do cartunista Carter (Joey Bada$), que ao se encaminhar de volta para a casa, é morto, após uma abordagem agressiva de um policial, na rua. Após o incidente, ele acorda no mesmo dia e revive todo o trauma, de forma cíclica. Para tentar fugir desse ciclo, Carter apela para mudanças de trajeto, vestuário, jeito de andar, até mesmo puxar papo com o policial. Porém, todas as vezes, o plano dá errado e ele é morto. A repetição, inclusive, exemplifica que esse tipo de crime não é um caso isolado, mas sim um exercício sistemático, gerado p...

Amor e Monstros (Netflix) – Crítica

adorocinema.com Geralmente, quando temos uma história de apocalipse nos cinemas, existem duas escolhas de gênero: Ação ou Comédia. E em qualquer uma delas, os efeitos visuais são importantes, pois a veracidade é fundamental para identificação da história com o público. “Amor e Monstros” , recém lançamento da Netflix, conseguiu a proeza de atingir as duas camadas. Michael Matthews ( “Guerreiros de Marselha” ) é o responsável pela direção do longa, que, em sua história, foca-se sete anos após o Apocalipse. O filme começa com uma animação, que nos explica o que aconteceu com a civilização, após terem que se defender de asteroides, que atacaram, em direção à Terra. Apesar do êxito de terem conseguido derrotar o ataque, compostos químicos caíram no planeta, criando mutações em animais, os transformando em gigantes e raivosos. Assim, em apenas um ano, 95% da população foi dizimada, pois os seres humanos viraram alimento, para esses “bichos”. Na história, acompanhamos a jornada d...

Minari (Crítica)

observatoriodocinema.uol.com.br O diretor americano Lee Isaac Chung vem de uma família sul-coreana, que se mudou da Califórnia para Arkansas, nos EUA, em plena década de 80. “Minari” , seu mais recente projeto, nos convida a conhecer suas memórias de sua infância, em meio ao sonho americano de seus pais, contraposto as suas raízes. O papel de Chung, na história, fica a cargo do garoto David (Alan Kim), que torna o nosso olhar, para as transformações da família, formada pela irmã mais velha Anne (Noel Cho), e seus pais, Monica (Yeri Han) e Jacob (Steven Yeun). Um ponto interessante a se ressaltar é que a mudança não gera o mesmo efeito positivo a todos. As crianças, por exemplo, se sentem perdidas e a mãe não gosta, nem um pouco, do local. Diante dessa premissa, o filme começa mesmo quando a avó (Youn Yun-jung) chega para auxiliar a filha, no cuidado das crianças. David é quem sofre o maior baque. Ele que tinha, em sua mente, uma visão de avó sendo uma senhora educada e cult...

Toca (Disney+) – Crítica

disneyplus.com “Toca” é um dos indicados a Melhor Curta-Metragem Animado, no Oscar 2021, e tem como maior trunfo sua simplicidade. Na história, acompanhamos a jornada de uma jovem coelha, que busca encontrar sua toca dos sonhos. A questão maior é que ela não consegue tal êxito, de início, e ainda se recusa a solicitar amparo, por vergonha. “Toca” é um dos curtas produzidos pela Pixar Sparkshots, um projeto do estúdio Pixar, para dar oportunidade a novos criadores. No geral, “Toca” , em seus seis minutos, tem como tema principal a superação, e, principalmente, tenta nos ensinar a pedir ajuda, quando preciso, sem orgulho. Tudo isso, numa estética simples e bonita. Nota:  🌟🌟🌟🌟🌟  (Excelente)

Professor Polvo (Netflix) – Crítica

uol.com.br Engana-se, quem acha que o afeto e a amizade são sentimentos exclusivos da humanidade. A ciência já provou, que animais podem criar laços afetivos, com objetivo desde apenas demonstrar amor, até permanecer vivo. Mas será possível existir uma relação de amizade entre um homem e um polvo? Essa premissa, apesar de parecer absurda, é provada em “Professor Polvo” , documentário Original Netflix. Dirigido e roteirizado pela estreante Pippa Ehrlich e por James Reed (de “Jago: Uma Vida no Mar”) , o material foi filmado numa província da África do Sul, mais precisamente no Cabo Ocidental, onde o nosso protagonista, Craig Foster, é um cineasta que cresceu em contato com a natureza, que decide documentar a vida marinha, durante seus mergulhos diários, no local. Em uma dessas aventuras, ele acaba percebendo uma espécie de um grupo de conchas. O mais curioso disso é que embaixo delas encontramos um polvo escondido, prestes a capturar um peixe. Intrigado pelo comportamento do anim...