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A Família Addams 2: Pé na Estrada (Crítica)

loucosporfilmes.net Só começar a música, que todos já começam a estalar os dedos. Nesse ritmo, chega, até nós, a sequência da animação de “A Família Addams” (2019), muito pelo sucesso desta primeira produção. Porém, o fator pandemia atrapalhou a MGM e Universal Pictures, na divulgação do longa. Mesmo depois de muita espera, “A Família Addams 2: Pé na Estrada” conseguiu chegar aos cinemas, e, infelizmente, não passa nem perto, em termos de qualidade, de seu antecessor. A aposta da vez foi colocar nossa adorável família viajando, pelos Estados Unidos. Pena, que toda essa tentativa de road movie familiar não tenha nada de memorável. Apesar de bons momentos, se pegos isolados, tudo fica inserido num grande remendo. Ao final da história, fica a sensação de que o trio de roteiristas (Dan Hernandez, Benji Samit e Ben Queen) achou que apenas a força de seus personagens já iria satisfazer o espectador. A principal característica da franquia, sem dúvida, é de colocar seus protag...

Ferida (Netflix) – Crítica

netflix.com Halle Berry estreia na direção em “Ferida” , novo drama esportivo da Netflix. Aqui, temos o básico da superação, que está presente em qualquer longa, que envolva esporte. Essa repetição não seria problema algum, se o roteiro, de Michelle Rosenbarf, não fosse tão acelerado. “Ferida” acompanha a história de Jackie Justice (Halle Berry), uma ex-lutadora de MMA, que após um início promissor, decide aposentar as luvas, sem muitas explicações. Atualmente, ela passa por um momento conturbado na relação com seu marido, Desi (Adam Canto), que dá entender é o que a mantém em pé, já que Jackie está sempre a procura do conflito, principalmente, após sua aposentadoria. Certo dia, ela é convidada por Desi, para acompanhá-lo numa luta, onde a atleta que ele empresaria, está presente. De repente, sem muita explicação, Jackie se envolve numa briga, no local, que acaba viralizando, na internet. Isso faz com que um outro empresário a veja e convide-a para enfrentar a atual campeã, La...

Ghostbusters: Mais Além (Crítica)

cinepop.com.br Mais do que fantasmas, os cinéfilos tinham medo eram das continuações de “Caça-Fantasmas” (1984), que no filme original era estrelado por Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Erine Hudson, com direção de Ivan Retiman.   Depois de tantas decepções, em suas sequências, será que precisaríamos de mais uma? A Sony acreditava que sim, e lançou “Ghostbusters: Mais Além” , que tenta homenagear o original, mas também seguir em frente, como o possível início de novas aventuras.   Na trama da vez, iniciamos com uma mãe viúva e seus dois filhos sendo obrigados a se mudarem, para uma casa isolada, no interior. Localizada na fazenda do avô das crianças, se descobre que o local possui uma ligação com o Universo dos Caças-Fantasmas.   A direção de “Ghostbusters: Mais Além” fica a cargo de Jason Reitman, filho do diretor dos originais, que recebe a incumbência de retomar a franquia do pai. Embora pareça apenas uma escolha pelo parentesco, é importante ressaltar que el...

Tick, Tick...BOOM! (Netflix) – Crítica

netflix.com Já dizia o samba clássico da Mocidade Independente de Padre Miguel, agremiação do carnaval carioca: “Sonhar não custa nada” . A busca do sonho, a partir do nosso imaginário, com um protagonista persistente é algo muito batido, no cinema. O mais recente projeto, que usa esse tema, é “Tick, Tick...BOOM!” , desenvolvido por Lin-Manuel Miranda, que mantém a fórmula conhecida, de acompanharmos o desafio de um personagem para atingir algo, passando por suas dores. Aqui, a obra se inspira na autobiografia de Jonathan Larson, sendo interpretado por Andrew Garfield. Larson é um compositor, que recentemente completou 30 anos de idade. Nunca tendo atingido o estrelato, ele planeja sua cartada final ao produzir um novo musical. O entorno de Jon é o mais interessante, pois abraça a melancolia dos anos 90, em meio a explosão de casos de HIV. Porém, isso é meio que desperdiçado, já que a trama prefere focar nos relacionamentos comuns do protagonista com sua namorada, algo bem ...

Noite Passada em Soho (Crítica)

cinepop.com.br Soho é um bairro de Londres, caracterizado pelo seu aspecto cultural e suas luzes neons, que junto dos seus famosos restaurantes, dão o diferencial do lugar. As conhecidas ruas de Soho podem ser vistas, como cenografia principal, no novo filme do diretor Edgar Wright, “Noite Passada em Soho” . Os fãs do diretor, certamente, já estão acostumados com o aspecto próprio de Wright, que ele sempre trouxe em sua filmografia. Na trilogia Corneto, temos a sua quebra da fórmula convencional, em “Scott Pilgrim Contra o Mundo” , sua adoração pela Cultura Pop, e em “Baby Driver” , seu amor pela música. Além disso, todos os seus protagonistas são caracterizados como adolescentes complexados, que precisam deixar o passado, para viver de forma plena, no seu presente. Agora, jogue isso numa fotografia neon, inspirada no cinema italiano, e chegamos em “Noite Passada em Soho” . Seu enredo é centrado em Eloise (Thomasin Mackenzie), uma menina tímida, que sai do interior da Ingla...

Marighella (Crítica)

casadocinemabrasileiro.com “Marighella” é o primeiro filme dirigido por Wagner Moura, mais conhecido como um dos grandes atores do cinema nacional. Aqui, sua proposta, por trás das câmeras, é simples: Defender a liberdade de pensamento de seus personagens, mesmo que discordamos deles, em alguns momentos. A fotografia usada, inclusive, opta pelo uso de planos mais fechados, tentando sempre captar as reações de todos. Isso fica mais nítido, quando se insere o espectador dentro da resistência, proposta pelo grupo armado, liderado pelo personagem-título, uma figura histórica brasileira, contra a ditadura militar. Embora, apesar de estar num período histórico definido, o filme amplia a discussão para qualquer luta contra opressão, tendo como seu maior representante seu protagonista, o político, escritor e guerrilheiro comunista, Carlos Marighella. É bom salientar que, aqui, não temos uma cinebiografia clássica. Seus 155 minutos focam mais no contexto histórico, do que, necessar...

Alerta Vermelho (Netflix) – Crítica

indianexpress.com Se tem um filme fácil de ser vendido, sem dúvida, é “Alerta Vermelho” . O diretor Rawson Marshall Thurber conseguiu a proeza de reunir três, dos atores mais populares da atualidade: Dwayne “The Rock” Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot. Infelizmente, todo esse carisma do elenco é reduzido numa aventura datada, remetendo a pobreza dos longas de ação dos anos 90. “Alerta Vermelho” constrói todo seu projeto apenas em cima dos seus protagonistas, algo que não serve mais para o cinema moderno. Embora, tenha que se ressaltar que, no mínimo, o filme consegue mostrar seu charme. Mas o roteiro, em si, é um acoxambrado de várias outras produções, como “Missão Impossível” , “A Lenda do Tesouro Perdido” e “Indiana Jones” , com uma trama nada original. Para piorar, tudo isso é posto no maior exagero possível. “Alerta Vermelho” é um projeto, extremamente, caro, e isso é visível, em tela. Aqui, temos belas mansões e cavernas vislumbrantes. Porém, tudo isso vai emb...