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Cobra Kai (Netflix) – 4ª Temporada (Crítica)

papelpop.com Se você desistiu, logo no início de “Cobra Kai” , por seus diálogos pobres, sua trilha sonora brega e sua trama “Malhação” , está perdendo um dos melhores desenvolvimento de personagens, em termos de crescimento por temporada, dos últimos anos. A série que começou humilde, apenas querendo resgatar a rivalidade entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), lá de “Karatê Kid – A Hora da Verdade” (1984), agora, finalmente, sendo controlada pelas mãos da Netflix, conseguiu atingir o equilíbrio necessário entre o fan service e a evolução de seus personagens. Essa quarta temporada já começa com uma posição difícil: Revisitar o pior filme da franquia: “Karate Kid 3 – O Desafio Final” (1989). Ao contrário do primeiro, e até de acertos do seu anterior, o terceiro longa foi considerado fraco, muito por ter traído os ensinamentos do seu projeto original. A trama tinha como plot fazer com que LaRusso se revoltasse com os ensinamentos do Mestre Miyagi...

Não Olhe para Cima (Netflix) – Crítica

netflix.com É meio impossível acreditar, mas o diretor Adam McKay conseguiu lançar sua nova comédia, na época perfeita. “Não Olhe para Cima” , além do seu elenco estelar, composto por Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Rob Morgan, Cate Blanchett, Timothée Chalamet e outras grandes participações, possui um timing perfeito, com a nossa atualidade, principalmente no nosso aspecto pandêmico. Pensada, a princípio, como uma discussão sobre o perigo do aquecimento global e das mudanças climáticas, McKay, que também produz e escreve o roteiro, traz como principal alegoria a ameaça de um asteroide, que está prestes a colidir com a Terra. Porém, o mais importante não é falar sobre ele, mas sim sobre as inúmeras prováveis reações humanas, para tal fato. Seja dos negacionistas, daqueles que cobram do governo, ou da internet, onde circulam desde memes, até Fake News , contendo teorias conspiratórias. O mais irônico é saber que não havia como, McKay prever o mundo, em que vi...

A Mão de Deus (Netflix) – Crítica

netflix.com O diretor italiano Paolo Sorrentino decidiu retornar a sua cidade natal, Nápoles, na Itália, para contar sua própria cinebiografia, dando ênfase num recorte específico. Recorte esse marcado tanto pelo lado jovem e vivo do local, quanto trágico pelas perdas sofridas. No recorte em questão, a figura de Sorrentino é representada por Fabietto Schisa (Fillipo Scotti), um rapaz sem amigos, mas que vive feliz, com o apoio de sua família e sua paixão pelo time do coração, o Napoli. Mais especificamente, o filme começa com a expectativa de Fabietto e seu irmão, Marchino (Marlon Joubert), para a chegada do craque argentino, Diego Maradona ao Napoli. Além de Marchino, a família de Fabietto é composta também pelo seu pai, rabugento, Saverino (Toni Sevillo) e sua mãe, sarcástica, Maria (Teresa Saonangelo). O filme ainda conta com alguns outros parentes de Fabietto, que circulam a trama. Pegando esses inúmeros integrantes da família, destaque para a sedutora tia Patrizia (Lui...

Gavião Arqueiro (Disney+) - 1ª Temporada (Crítica)

disney.com.br Matt Fraction e David Aya lançaram uma coleção de quadrinhos, focadas no dia a dia do Gavião Arqueiro, sem uma grande aventura em volta, mas trazendo sua simplicidade, humor e o lado urbano do protagonista. O foco era fazer piada com o “sem poderes” dos Vingadores. Aqui, Clint Barton é convidado a ter suas emoções expostas, ao mesmo tempo em que ganha uma nova parceria, Kate Bishop. Com esse plot já pronto, vindo dos quadrinhos, o Disney+ produziu uma nova série, intitulada “Gavião Arqueiro” , que aproveita todo esse cenário para traçar o início de uma nova jornada para os Vingadores, agora com uma nova geração. De volta como Clint, Jeremy Renner protagoniza a história de um homem cansado, depois de tantas batalhas, e só querendo um descanso com a família. Porém, tudo muda quando ele conhece Kate Bishop (Hailee Steinfeld), uma jovem que encontra o seu traje perdido, e começa a enfrentar diversos criminosos, que ainda rondam a cidade. Com o encontro entre os do...

Matrix Resurrections (Crítica)

pipocasclub.com.br O ano de 1999 é considerado, por muitos, o melhor da história do cinema. No meio de grandes lançamentos, tivemos um, em particular, que revolucionou a forma de consumir essa arte, sendo expandido para a vida real, ao nos fazer questionar o que é, e o que não é realidade. A partir do domínio das máquinas, “Matrix” foi uma grande analogia, que pode, inclusive, ser aplicada, até na atualidade, com o avanço rápido da tecnologia. Assim, por se tratar de um tema atual, Hollywood viu uma grande oportunidade de reciclar mais uma franquia conhecida. “Matrix Resurrections” chega aos cinemas, com a volta, na direção, de Lana Wachowski, sem a irmã Lilly, que não quis retornar ao projeto. O longa original já havia contado com duas sequencias, anteriormente. “Matrix Reloaded” (2003) apesar de seu tom ambicioso e inovador, não agradou tanto aos fãs. Mesmo assim, tivemos mais uma tentativa com “Matrix Revolutions” (2003), porém sendo massacrado pela crítica e público, já...

Identidade (Netflix) – Crítica

jornadageek.com.br Embora seja natural do ser humano, a necessidade de pertencimento, em exagero, pode provocar crises existenciais preocupantes. Essa questão ampliada num mundo passado, onde se vivia um Apartheid Social, acabou sendo a inspiração para “Identidade” , novo longa da Netflix. Aqui temos um drama racial, que traz a jornada de duas mulheres negras, no centro da narrativa, onde cada uma delas tem uma perspectiva diferente sobre o racismo estrutural, apesar de ambas sofrerem na busca de sua identidade, inserida num mundo de preconceito velado. Rebecca Hall estreia na direção. Ela é mais conhecida por seus trabalhos como atriz, mas aqui, além de diretora, assina também o roteiro. Hall nos convida a se ambientar nos Anos 20, trazendo também a ótica do cinema da época. Aqui, temos a conhecida fotografia preta e branca, que dá ao longa a suavidade necessária, ao contexto. Soma-se a bela fotografia, as belas atuações das protagonistas, Tessa Thompson e Ruth Negga. Elas...

King Richard: Criando Campeãs (Crítica)

hollywoodreporter.com Existem histórias que, claramente, são difíceis de falhar, pelo menos em trama. “King Richard: Criando Campeãs” , cinebiografia de Richard Williams, pai das irmãs, estrelas do tênis, Venus e Serena Williams, é a velha receita da obra esportiva, que dificilmente frusta. Tendo como objetivo contar a trajetória, em meio as dificuldades, de um pai que quer o melhor para suas filhas, outros temas rondam sua história principal. Temos aqui, além da superação, drama familiar, combate ao preconceito e muito mais. Soma-se a um Will Smith determinado a levar o Oscar de Melhor Ator, isso tudo faz com que “King Richard” , embora tenha uma fórmula, funcione. Dando um pouco de contexto, para quem não conhece a história de Richard Williams, ele foi considerado, pela mídia, como um pai ambicioso, que levava suas filhas ao extremo, com o intuito de transformá-las em lendas. E bem ou mal, Venus se tornou a primeira negra a liderar o Ranking Mundial de Tênis, e Serena, talvez, já pos...