Pular para o conteúdo principal

Stranger Things - 2ª Temporada (Crítica)

Resultado de imagem para 2ª temporada de stranger things
http://minhaserie.com.br

A ideia inicial era que Stranger Things fosse apenas mais uma série sobrenatural. Entretanto, a Netflix ganhou um retorno mais que positivo na sua primeira temporada. Com isso, o serviço de Streaming requisitou uma segunda e a série conseguiu manter elementos da cultura pop, com personagens carismáticos e alta quantidade de referências “Nerds” dos anos 80, nesta continuação.
Mas o foco aqui está na segunda temporada que começa bem diferente da anterior. Devido as altas expectativas deixadas na primeira, os diretores Matt e Ross Duffer, junto com o produtor Shawn Levy trataram o novo ano como se fosse uma continuação de um filme anterior de grande sucesso. A meta agora é responder os ganchos deixados pela primeira e ampliar o universo.

E funciona. A série, nesta temporada, conseguiu se dividir bem. Os três primeiros episódios servem mais para que o espectador reencontre os personagens e entenda o novo “vilão”, o Monstro das Sombras. Logo mais pro meio é visto as complicações que esta nova aberração causou, deixando para os dois últimos capítulos a resolução. Série curta e de fácil entendimento, não cansando o espectador. Entre as novidades dois se destacam: Max (Sadie Sink) e Bob (Sean Astin). Ambos começam buscando ainda espaço, mas crescem com o desenrolar da história, ajudando inclusive o grupo de “nerds” a combater as ameaças.

Mesmo sem ter um foco único como no primeiro ano (o desaparecimento de Will), a série consegue se equilibrar entre as histórias dos personagens, mostrando em cada episódio o espaço que cada um merece. Temos tempo de entender também o ponto de vista de cada um dos personagens, dando ênfase a Hopper (David Harbour), Mike (Finn Wolfhard) e Eleven (Millie Bobby Brown). As referências Nerds permanecem nesta 2ª temporada. Podemos perceber que são citados “Caça-Fantasmas”, “Aliens - O Resgate”, “Gremlins”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “A Garota de Rosa-Shocking”, “O Ataque dos Vermes Malditos”, “O Exorcista”, entre (muitas) outras do cinema, da TV, da música e dos games.

Dois pontos a se destacarem nesta 2ª temporada, um positivo e um negativo. Em relação aos personagens, Steve (Joe Keery) é o um dos que mais crescem da 1ª para a 2ª, onde vemos o garoto rico e mimado que consegue explorar um lado mais sentimental, sincero, e que também se acha num entrosamento perfeito com Dustin (Gatten Matarazzo), gerando várias risadas a quem está vendo. De negativo, a entrada de Billy, que não foi muito bem explicada e mostrou-se um personagem bem desprezível, ao contrário de sua irmã Max, que foi um excelente acerto.

Concluindo, Stranger Things 2 nos mostrou que apesar de um orçamento baixo e poucos episódios, trata-se de uma série que pode manter sua essência com bons efeitos, montagem e com uma conclusão magnífica. Manteve o bom entrosamento no elenco mirim, aumentando o lado sobrenatural, e principalmente mostrando que cada personagem tem a sua importância.

Desde as investigações da turma (Mike, Dustin e Lucas), a evolução de Steve, a boa química entre Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton), os traumas de Joyce (Winnona Ryder) e Hopper, até o desenrolar do trauma de Will. Tudo de uma maneira fácil de entender e com boa qualidade.
Vale a pena conferir as duas temporadas e esperar uma terceira. Consertando um erro aqui e ali, tem tudo pra ser uma série perfeita e de muitas temporadas ainda por vir.


Classificação: Bom (4 de 5 estrelas)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Artemis Fowl: O Mundo Secreto (Crítica)

canaltech.com.br A Disney quer, por que quer, trazer uma franquia nova, focada no misticismo. Depois de “Uma Dobra no Tempo” (2018), a aposta está em  “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” . Mas o problema persiste. Com a assinatura de Kenneth Branagh, a obra tenta adaptar os dois primeiros volumes da famosa série literária, escrita por Eoin Colfer. O filme parte da história de Artemis Fowl (Ferdia Shaw), um garoto de 12 anos, muito inteligente (pelo menos, é o que filme tenta nos contar), que acaba descobrindo um segredo da sua família, e precisa embarcar numa jornada mágica. A maior falha, sem dúvida, está na premissa. O garoto, protagonista, não demonstra, em momento algum, sua habilidade na arte criminal. Ao invés disso, o longa prefere apostar na imagem, deixando o texto de lado. E antes, que alguém venha defender esse tipo de proposta, temos que lembrar que o cinema é formado pelo estabelecimento de uma linguagem orgânica, entre imagem e qualquer outra coisa, for...

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Netflix) – Crítica

netflix.com Indicado ao Oscar 2021, na categoria “Melhor Animação”, “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca , original Netflix, conta a história de uma alienígena que cai numa fazenda, e acaba fazendo amizade com Shaun, um carneiro. E agora, os dois precisam fugir de uma organização perigosa, que deseja capturar o extraterrestre. A direção é da dupla Richard Phelan e Will Becher, e a produção fica pela Aardman Animations, responsável pelos sucessos “A Fuga das Galinhas” (2000) e “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais” (2004). Mesmo não tendo a mesma força do primeiro filme, a nova aventura é, no mínimo, divertida. Os maiores acertos estão nas referências cinematográficas, que animação brinca em homenagear. Clássicos como “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) são apenas algumas delas. E mais, esses easter eggs não são gratuitos, todos eles auxiliam no andamento da trama. Porém, nem só de alegrias vive o filme. O ...

The Mandalorian (Disney+) – 2ª temporada (Crítica)

tekimobile.com Sem dúvidas, a maior surpresa audiovisual de 2019 foi “The Mandalorian” , série do Universo Star Wars, no Disney+. Apostando no faroeste, a história é protagonizada pela dupla Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu/Baby Yoda/A Criança, que sempre se mostraram personagens, extremamente, carismáticos. A direção não poderia ter melhor responsável do que Jon Favreau, que com auxílio de sua equipe, conseguiu explorar bem o desconhecido dessa galáxia tão distante, algo que a Trilogia “Sequel” pecou em não abordar. Bem como a primeira temporada nos vende uma série de faroeste , estilo “Clint Eastwood”, a segunda resolveu evoluir, abrindo o leque de possibilidades. Tivemos episódios de Terror, Samurai, Suspense, Assalto, cada um com uma identidade própria, mas que conseguiu ter coesão com a história principal. Ou seja, o melhor dos mundos. E para aqueles que reclamam do uso de fan service , “The Mandalorian” prova que usando-o, de maneira correta, sem se perder, é possível agradar a...