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1917 (Crítica)

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Nos dias de hoje, muitos filmes tem sido criticados pela utilização da computação gráfica, transformando sua história de forma menos humana, e mais "gameficada". Apesar de parecer algo do mesmo, Sam Mandes consegue, em "1917", utilizar uma aparência mais simuladora, remetendo-nos a utilização de capacete de realidade virtual.

Mas indo direto ao filme, "1917", segue a história de dois cabos britânicos, Schofiled (George MacKay) e Blake (Dean Charles Chapman), que precisa atravessar as linhas inimigas, para a entrega de uma mensagem, informando a proximidade de um iminente ataque, para outra divisão dos ingleses.

O roteiro não traz nada tão surpreendente, mas a forma como é encenado mostra-se a grande força do filme. Tirando todo a glória do lado técnico, teríamos apenas uma história de dois soldados, que saem de um ponto A para o B. Se concentrando mais no elenco, é interessante a utilização de grandes nomes como Colin Firth, Andrew Scott, Mark Strong e Benedict Cumberbatch, de forma que rementem os NPCs de um game, que estão ali, somente, para ajudar na manutenção do ritmo da história.

E antes que digam que temos apenas um filme de guerra, como vários outros, é bom que se ressalte como Mendes utiliza sua dupla de protagonistas como seres que não estão em combate, mas em homens que só querem atravessar as trincheiras, esbarrando nos soldados, pisando em mortos, se jogando na lama, tudo isso em busca do seu objetivo. Assim, "'1917" fica mais próximo da aventura e do terror, do que de apenas um filme de Guerra.

Assim, "1917" é um filme correto, trazendo a catarse que é prometida. A guerra é real.


Classificação: Ótimo (4 de 5 Estrelas)

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