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Judy: Muito Além do Arco-Íris (Crítica)

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Judy Garland possuiu uma carreira bastante complicada, durante o auge de Hollywood. Trabalhando como atriz e cantora, Judy teve uma vida única, que impressiona não ter sido adaptada para o cinema, até o momento. Chegou a hora!

“Judy: Muito Além do Arco-Íris” tem como maior trunfo para se destacar das cinebiografias convencionais, a brilhante atuação de Renée Zellweger.

O filme se passa em 1968, quando Judy Garland reside na Inglaterra, durante uma série de concertos. Naquele momento, se passaram 30 anos, desde o momento em que a atriz se destacou como a personagem Dorothy em “O Mágico de Oz”. A partir daí, a carreira de Judy passou por altos e baixos, resultando nela diversas memórias de sua infância, a qual foi perdida pelos compromissos da artista. E para aumentar sua crise, a atriz se vê cada vez mais cobrada pelos seus compromissos profissionais, o que acaba distanciando a mesma de seus filhos.

O enredo procura focar na fase onde Judy está, por volta dos 40 anos, tendo alguns flashbacks de sua infância. É bonito ver que a produção do filme optou por deixar essas lembranças com uma cor mais vívida, lembrando muito a paleta de cores de “O Mágico de Oz”. Sem contar, que nesse momento Judy passa mais tempo gravando no set de filmagens, o que, diretamente, nos faz pensar como a personagem teve sua vida sufocada pelo trabalho.

A história não traz nada de novo do esquema padrão de cinebiografias, entretanto, a fotografia, de Ole Bratt Birkeland, dá um toque especial à narrativa.

“Judy: Muito Além do Arco-Íris” não esconde em nenhum momento qual sua tática: contar uma história o mais simples possível, e deixar todo o brilhantismo para a protagonista, vivida de forma impecável por Renée Zellweger, numa atuação digna de Oscar.

Talvez, se além da personagem, o filme apostasse mais na produção como um todo, “Judy: Muito Além do Arco-Íris” poderia alcançar voos maiores, quem sabe até como um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme. Embora valha a pena ser assistido, pelo desempenho glorioso de Renée Zellweger.


Classificação: Ótimo (4 de 5 Estrelas)

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