Pular para o conteúdo principal

Um Lindo Dia na Vizinhança (Crítica)

vertentesdocinema.com

Antes de começar a crítica, de fato, é bom sabermos que Fred Rogers é um brilhante apresentador de TV, norte-americano, equivalente a Xuxa, aqui no Brasil.

Durante 33 anos, ele comandou o programa “Mister Rogers’ Neighborhood”, passando por várias gerações, sempre com um nível de audiência bastante significativo. Seu personagem se mostrava simpático, didático e tinha o objetivo de trazer assuntos complicados para as crianças, como por exemplo, a morte.

Assim, “Um Lindo Dia na Vizinhança” foca em tornar Mister Rogers, vivido por Tom Hanks, como um Messias, mesmo que a história não seja focada nele. O protagonista maior é o jornalista Tom Junod (Matthew Rhys), que trabalha na revista Esquire e é designado a publicar uma reportagem sobre a personalidade de Rogers. Porém, essa investigação acaba virando uma jornada de auto descoberta para Junod, que ao mesmo tempo, precisa encarar mudanças na sua vida, a começar por cuidar do seu filho recém-nascido.

É importante ressaltar que a narrativa tem como maior meta mostrar a habilidade de Rogers em encantar as pessoas, e foca menos em saber mais sobre o humano por trás das câmeras. Em certos momentos, parece que estamos vendo uma peça publicitária misturada a um conto de autoajuda.

Apesar de não aprofundar, no que parecia contar a vida do biografado, o filme possui uma estética impecável, sobre tudo na reconstrução do programa de TV, que marcou época nos Estados Unidos.

Assim, vemos um filme bonito e que possui temas interessantes, mas sem grandes aprofundamentos.


Classificação: Ok (3 de 5 Estrelas)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Artemis Fowl: O Mundo Secreto (Crítica)

canaltech.com.br A Disney quer, por que quer, trazer uma franquia nova, focada no misticismo. Depois de “Uma Dobra no Tempo” (2018), a aposta está em  “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” . Mas o problema persiste. Com a assinatura de Kenneth Branagh, a obra tenta adaptar os dois primeiros volumes da famosa série literária, escrita por Eoin Colfer. O filme parte da história de Artemis Fowl (Ferdia Shaw), um garoto de 12 anos, muito inteligente (pelo menos, é o que filme tenta nos contar), que acaba descobrindo um segredo da sua família, e precisa embarcar numa jornada mágica. A maior falha, sem dúvida, está na premissa. O garoto, protagonista, não demonstra, em momento algum, sua habilidade na arte criminal. Ao invés disso, o longa prefere apostar na imagem, deixando o texto de lado. E antes, que alguém venha defender esse tipo de proposta, temos que lembrar que o cinema é formado pelo estabelecimento de uma linguagem orgânica, entre imagem e qualquer outra coisa, for...

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Netflix) – Crítica

netflix.com Indicado ao Oscar 2021, na categoria “Melhor Animação”, “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca , original Netflix, conta a história de uma alienígena que cai numa fazenda, e acaba fazendo amizade com Shaun, um carneiro. E agora, os dois precisam fugir de uma organização perigosa, que deseja capturar o extraterrestre. A direção é da dupla Richard Phelan e Will Becher, e a produção fica pela Aardman Animations, responsável pelos sucessos “A Fuga das Galinhas” (2000) e “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais” (2004). Mesmo não tendo a mesma força do primeiro filme, a nova aventura é, no mínimo, divertida. Os maiores acertos estão nas referências cinematográficas, que animação brinca em homenagear. Clássicos como “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) são apenas algumas delas. E mais, esses easter eggs não são gratuitos, todos eles auxiliam no andamento da trama. Porém, nem só de alegrias vive o filme. O ...

The Mandalorian (Disney+) – 2ª temporada (Crítica)

tekimobile.com Sem dúvidas, a maior surpresa audiovisual de 2019 foi “The Mandalorian” , série do Universo Star Wars, no Disney+. Apostando no faroeste, a história é protagonizada pela dupla Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu/Baby Yoda/A Criança, que sempre se mostraram personagens, extremamente, carismáticos. A direção não poderia ter melhor responsável do que Jon Favreau, que com auxílio de sua equipe, conseguiu explorar bem o desconhecido dessa galáxia tão distante, algo que a Trilogia “Sequel” pecou em não abordar. Bem como a primeira temporada nos vende uma série de faroeste , estilo “Clint Eastwood”, a segunda resolveu evoluir, abrindo o leque de possibilidades. Tivemos episódios de Terror, Samurai, Suspense, Assalto, cada um com uma identidade própria, mas que conseguiu ter coesão com a história principal. Ou seja, o melhor dos mundos. E para aqueles que reclamam do uso de fan service , “The Mandalorian” prova que usando-o, de maneira correta, sem se perder, é possível agradar a...