Pular para o conteúdo principal

7500 (Crítica)

empireonline.com

“7500” é o mais recente suspense do Prime Video. E talvez, seja o filme mais irregular, na síntese da palavra, para se avaliar.

Ele possui tudo o que um bom longa-metragem contempla. Temos boas atuações, direção firme e um roteiro correto. Porém, não empolga, por sempre parecer faltar algo a história.

O enredo se inicia com terroristas armados, que atacam a cabine de comando de um avião, tentando sequestrá-lo. Para piorar a situação, a tentativa de invasão não possui êxito, de início, o que “obrigam” os sequestradores a matarem um passageiro, e manterem o resto da tripulação como refém.

Como é visto, o plot do filme até parece interessante. O problema está no modo de contá-lo. A ação, principal chamariz do filme, se concentra dentro de uma cabine. Este “microambiente” é designado a nos ensinar tudo, desde o funcionamento da aeronave, até o que o número 7500, do título do filme, quer dizer.

Assim, o sequestro se inicia, e nos prende, nos seus primeiros 30 minutos. Logo após isso, tudo começa a acontecer de forma conveniente, fazendo com que a tensão inicial suma, e que o espectador já saiba o que irá ocorrer, antes mesmo de ser exibido em tela.

Embora tudo seja previsível, as situações construídas conseguem ser bem dirigidas, utilizando-se bem do pouco espaço oferecido, dando a real sensação de claustrofobia ao espectador. Esse ponto positivo, ainda, é maximizado pela excelente atuação do protagonista, Joseph Gordon-Levitt, que tem um papel seguro e convincente.

“7500” é um bom “filme de domingo”, pois é bem filmado, tem uma boa proposta e consegue entreter. Porém, não espere “voos mais altos”, pois muito material que, inclusive, é inserido, acaba sendo jogado fora, ao decorrer do tempo.

Que pena!


Nota: ★★★ (Ok)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Netflix) – Crítica

netflix.com Indicado ao Oscar 2021, na categoria “Melhor Animação”, “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca , original Netflix, conta a história de uma alienígena que cai numa fazenda, e acaba fazendo amizade com Shaun, um carneiro. E agora, os dois precisam fugir de uma organização perigosa, que deseja capturar o extraterrestre. A direção é da dupla Richard Phelan e Will Becher, e a produção fica pela Aardman Animations, responsável pelos sucessos “A Fuga das Galinhas” (2000) e “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais” (2004). Mesmo não tendo a mesma força do primeiro filme, a nova aventura é, no mínimo, divertida. Os maiores acertos estão nas referências cinematográficas, que animação brinca em homenagear. Clássicos como “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) são apenas algumas delas. E mais, esses easter eggs não são gratuitos, todos eles auxiliam no andamento da trama. Porém, nem só de alegrias vive o filme. O ...

Obi-Wan Kenobi (Disney+) - 1ª Temporada (Crítica)

disneyplusbrasil.com.br Apesar do enorme carinho dos fãs pela figura de Obi-Wan Kenobi, era claro o sentimento de que a minissérie, prometida pela LucasFilm, não ia fazer jus a figura de um dos personagens mais queridos do Universo Star Wars. Começando pelo descrédito da própria LucasFilm, gerenciada pela Disney, que ainda tenta encontrar um caminho sólido para a franquia. Outro fator importante, que já gerava desconfiança aos fãs, era o período em que se passaria a minissérie, já que, desde o início, erá óbvio que não haveria tanto apelo emocional. Sabemos, de antemão, a origem e o desfecho da maioria de seus personagens. Embora, por incrível que pareça, esses foram meros detalhes, na infinidade de problemas que acompanharam “Obi-Wan Kenobi” . A produção sofre demais com a falta de coragem, de seus idealizadores. Há uma clara indecisão em qual caminho seguir. A primeira opção, mais óbvia, era explorar a nostalgia, apelando para os personagens já estabelecidos e querid...

Andor (Disney+) – 1ª Temporada (Crítica)

criticalhits.com.br A lacuna temporal imposta pelo diretor George Lucas, no Universo Star Wars, entre as trilogias Prequel e Original , sempre foi um material cheio para novas histórias. E vindo da decepção gerada pela Trilogia Sequel , nos cinemas, isso ganhou mais força na gestão Disney, da Lucasfilm. Apesar da ótima escolha temporal, ainda sim, “Andor” se supera. O que chama atenção, em “Andor”, é sua não-necessidade de referenciar o Universo já conhecido, em Star Wars. Como pedido, por muitos, não há nenhuma menção aos feitos heroicos da família Skywalker. Aqui, o foco está nas pessoas comuns. Nisso, o protagonista título é um espião rebelde, interpretado por Diego Luna, já conhecido de “ Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Lá, ele funcionava como mais um a lutar contra o autoritarismo, sem qualquer aparição mística, seja de um Jedi, seja da Força. Repetindo isso, “Andor” traz a luta permanente, mesmo que em alguns momentos, ela só apareça em pequenos gestos. ...