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Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars (Netflix) - Crítica

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Se você não conhece, deveria saber que “Eurovision” é um fenômeno. O festival anual, de música, é assistido por 190 milhões de espectadores, sendo a maioria deles europeus. E, finalmente, o concurso chega a Netflix, em formato de longa, protagonizado por Will Ferrell.

“Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars” começa em Husavik, na Islândia, durante os anos 70. Lá, somos apresentados a uma família, enquanto a mesma assiste a uma apresentação do ABBA, na televisão. Entre os integrantes, vemos Lars (Ferrell), que promete que irá vencer o Eurovision, e nunca mais será uma piada. Passa-se o tempo e ele, agora mais velho, luta por uma chance de ser o representante seu país, após dezenas de tentativas frustradas.

Junto a ele, temos Sigrit (Rachel McAdams). Os dois cresceram juntos, e agora se apresentam em bares, pela cidade. O problema é que ninguém acredita no potencial da dupla, nem mesmo o pai de Lars, Erick, interpretado por Pierce Brosnan.

Além do sonho do sucesso, Lars e Sigrit precisam entender um ao outro, pois há um clima amoroso, que nunca é solucionado.

No lado técnico do longa, a direção fica por conta de David Dobkin, nome iniciante, que vem da indústria de videoclipes. Em algumas cenas, inclusive, esse passado de Dobkin ajuda no valor de produção do projeto. Já o roteiro, fica por conta de Andrew Steele (“Saturday Night Live”), que em seu texto, aposta num humor “mais brega”.

Nesse tipo de humor, o filme sabe bem apostar nas piadas rápidas e no tom exagerado, que é permitido. Exemplo disso está na utilização do folclore, com a inserção de elfos, que apesar de fugirem da trama, se aplica ao conceito de que “tudo pode”.

Agora, sem dúvida, os maiores acertos do longa estão nas apresentações do festival e no elenco. Rachel McAdams, apesar de não cantar, tem um ótimo desempenho, aliado ao seu excelente timing cômico. Outro ponto a se ressaltar está em Dan Stevens, que faz um impagável sedutor russo, totalmente estereotipado.

Embora McAdams e Stevens brilhem na atuação, não podemos dizer o mesmo de Demi Lovato e Pierce Brosnan. Estes dois últimos, apesarem de terem um ótimo desempenho, possuem pouco tempo de tela.

Se não fosse o tempo de duração, acima do pedido (duas horas), o tom de comédia musical conseguiria transmitir uma experiência completa, sendo mais divertido para o espectador. Porém, é bom ressaltar, caso não curta o tom cômico de Will Ferrell, passe longe desse filme.


Nota: ★★★ (Ok)

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