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O Último Mercenário (Netflix) – Crítica

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As séries francesas, como “Dix Pour Cent” e “Lupin”, vem fazendo relativo sucesso, no Brasil, com devida razão, e sempre garante alguns assinantes para a Netflix.


A aposta da vez está no filme “O Último Mercenário”, estrelado pelo “ícone” Jean-Claude Van Damme, que mantém uma presença constante no top 10 de mais assistidos do serviço.


Surpreendentemente, temos um choque, ao perceber que ao invés de um filme de artes marciais/ação, trata-se de uma comédia caricatural, de baixo nível. Aos 60 anos, Van Damme, sem o físico de antes, parece preferir, erroneamente, apostar na autoparódia.


Isso já é identificado no início, quando o primeiro plano do astro, no filme, temos ele pendurado no teto, realizando seu conhecido espacate, coberto por uma sombra. Tirando esse Fan Service, “O Último Mercenário” não oferece nada.


O plot é sobre um agente especial, interpretado por Van Damme, que volta à França, para proteger um filho, que ele não conhece, e que está sendo procurado por uma espécie de “Máfia” do tráfico de drogas. Tendo que, inúmeras vezes, precisar se disfarçar, Van Damme explora o maior número de chapéus e perucas possíveis.


No fim das contas, isso acaba parecendo apenas uma justificativa para substituir o astro por um dublê, já que Van Damme não está mais no auge, do físico. No que permite atuar, de verdade, sobra apenas um papel cômico e bobo, que tenta ir para o discurso da moralidade, mas não tem efeito algum. Nem graça, nem ensinamento.


Esperar de “O Último Mercenário” um filme de ação empolgante, com a melhor versão de Jean-Claude Van Damme é desperdício. No máximo, um Fan Service ou outro, que, no fim das contas, nem isso consegue diminuir a frustação.



Nota: ⭐ (Péssimo)

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