Pular para o conteúdo principal

O Último Mercenário (Netflix) – Crítica

observatoriodocinema.uol.com.br


As séries francesas, como “Dix Pour Cent” e “Lupin”, vem fazendo relativo sucesso, no Brasil, com devida razão, e sempre garante alguns assinantes para a Netflix.


A aposta da vez está no filme “O Último Mercenário”, estrelado pelo “ícone” Jean-Claude Van Damme, que mantém uma presença constante no top 10 de mais assistidos do serviço.


Surpreendentemente, temos um choque, ao perceber que ao invés de um filme de artes marciais/ação, trata-se de uma comédia caricatural, de baixo nível. Aos 60 anos, Van Damme, sem o físico de antes, parece preferir, erroneamente, apostar na autoparódia.


Isso já é identificado no início, quando o primeiro plano do astro, no filme, temos ele pendurado no teto, realizando seu conhecido espacate, coberto por uma sombra. Tirando esse Fan Service, “O Último Mercenário” não oferece nada.


O plot é sobre um agente especial, interpretado por Van Damme, que volta à França, para proteger um filho, que ele não conhece, e que está sendo procurado por uma espécie de “Máfia” do tráfico de drogas. Tendo que, inúmeras vezes, precisar se disfarçar, Van Damme explora o maior número de chapéus e perucas possíveis.


No fim das contas, isso acaba parecendo apenas uma justificativa para substituir o astro por um dublê, já que Van Damme não está mais no auge, do físico. No que permite atuar, de verdade, sobra apenas um papel cômico e bobo, que tenta ir para o discurso da moralidade, mas não tem efeito algum. Nem graça, nem ensinamento.


Esperar de “O Último Mercenário” um filme de ação empolgante, com a melhor versão de Jean-Claude Van Damme é desperdício. No máximo, um Fan Service ou outro, que, no fim das contas, nem isso consegue diminuir a frustação.



Nota: ⭐ (Péssimo)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Netflix) – Crítica

netflix.com Indicado ao Oscar 2021, na categoria “Melhor Animação”, “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca , original Netflix, conta a história de uma alienígena que cai numa fazenda, e acaba fazendo amizade com Shaun, um carneiro. E agora, os dois precisam fugir de uma organização perigosa, que deseja capturar o extraterrestre. A direção é da dupla Richard Phelan e Will Becher, e a produção fica pela Aardman Animations, responsável pelos sucessos “A Fuga das Galinhas” (2000) e “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais” (2004). Mesmo não tendo a mesma força do primeiro filme, a nova aventura é, no mínimo, divertida. Os maiores acertos estão nas referências cinematográficas, que animação brinca em homenagear. Clássicos como “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) são apenas algumas delas. E mais, esses easter eggs não são gratuitos, todos eles auxiliam no andamento da trama. Porém, nem só de alegrias vive o filme. O ...

Obi-Wan Kenobi (Disney+) - 1ª Temporada (Crítica)

disneyplusbrasil.com.br Apesar do enorme carinho dos fãs pela figura de Obi-Wan Kenobi, era claro o sentimento de que a minissérie, prometida pela LucasFilm, não ia fazer jus a figura de um dos personagens mais queridos do Universo Star Wars. Começando pelo descrédito da própria LucasFilm, gerenciada pela Disney, que ainda tenta encontrar um caminho sólido para a franquia. Outro fator importante, que já gerava desconfiança aos fãs, era o período em que se passaria a minissérie, já que, desde o início, erá óbvio que não haveria tanto apelo emocional. Sabemos, de antemão, a origem e o desfecho da maioria de seus personagens. Embora, por incrível que pareça, esses foram meros detalhes, na infinidade de problemas que acompanharam “Obi-Wan Kenobi” . A produção sofre demais com a falta de coragem, de seus idealizadores. Há uma clara indecisão em qual caminho seguir. A primeira opção, mais óbvia, era explorar a nostalgia, apelando para os personagens já estabelecidos e querid...

Andor (Disney+) – 1ª Temporada (Crítica)

criticalhits.com.br A lacuna temporal imposta pelo diretor George Lucas, no Universo Star Wars, entre as trilogias Prequel e Original , sempre foi um material cheio para novas histórias. E vindo da decepção gerada pela Trilogia Sequel , nos cinemas, isso ganhou mais força na gestão Disney, da Lucasfilm. Apesar da ótima escolha temporal, ainda sim, “Andor” se supera. O que chama atenção, em “Andor”, é sua não-necessidade de referenciar o Universo já conhecido, em Star Wars. Como pedido, por muitos, não há nenhuma menção aos feitos heroicos da família Skywalker. Aqui, o foco está nas pessoas comuns. Nisso, o protagonista título é um espião rebelde, interpretado por Diego Luna, já conhecido de “ Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Lá, ele funcionava como mais um a lutar contra o autoritarismo, sem qualquer aparição mística, seja de um Jedi, seja da Força. Repetindo isso, “Andor” traz a luta permanente, mesmo que em alguns momentos, ela só apareça em pequenos gestos. ...