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Schumacher (Netflix) – Crítica

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Pergunte a qualquer fã de Fórmula 1, que acompanha o esporte de perto, desde os anos 90, quem foi Michael Schumacher. Certamente, a resposta não fugirá de confirmar o nome como um dos maiores de todos os tempos.


O alemão, vindo de uma família que trabalhava com Karts, cresceu, desde sempre, no cenário do automobilismo, desenvolvendo a direção de um dos mais promissores pilotos da categoria.


A direção (no sentido cinematográfico) do documentário fica a cargo do trio Hanns-Bruno Kammertöns, Michael Wech e Vanessa Nöcher, que relembra os maiores momentos da vida profissional do esportista, tentando recriar a emoção do mundo do automobilismo, da época.


Porém, tudo isso é contado de forma parcial, onde apenas é exaltado o ícone Schumacher, e outras lendas do esporte, como Ayrton Senna e Mika Häkkinen, que rivalizaram com alemão, nas pistas, são mostrados como vilões e “esportistas sem escrúpulos”.


E não fica só por aí. “Schumacher” minimiza as maiores polêmicas do astro. Um exemplo disso está nas acusações de um “possível” choque proposital em Jacques Villeneuve, em 1997, que é justificada como uma consequência de seu espírito competitivo.


É, perfeitamente, normal que um filme alemão tivesse um grau mínimo de parcialidade com seu ídolo, porém foi longe demais, ao tentar justificar o injustificável, em certas situações.


Mas nem só de problemas caracteriza-se a narrativa de “Schumacher”. Aqui, temos inúmeros depoimentos de figuras que conviveram com o esportista, em especial sua esposa, Corina, e os dois filhos, Mick e Gina-Maria, que auxiliam na construção mais humana, e menos fria, do piloto.


Isso é bem descrito, até mesmo, quando se aborda a vida de Michael pós o acidente sofrido, em 2013. O terceiro ato, assim, se separa de todo o resto, retratando a fragilidade do ícone, que, até aquele momento, era tratado como um deus.


Seu final de trama, inclusive, é a grande justificativa para a decepção do material final. Se “Schumacher” mostrasse esse homem frágil, durante todo o documentário, talvez o resultado seria bem melhor, do que uma “biografia histórica”, que pode ser encontrada, facilmente, no Wikipedia.



Nota: ⭐⭐ (Ruim)

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