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Contra o Gelo (Netflix) – Crítica

rollingstone.uol.com.br


Dificilmente, nós veremos um título tão direto, quanto “Contra o Gelo”. A produção Netflix já define, assim, desde o começo, sobre qual será o conflito da história.


Porém, apesar de direto, fica uma dúvida na cabeça do espectador: O contraponto da trama vai ser somente o frio? Não teremos mais nada?


Calma! Aqui, temos sim, algo que escape da pura trama de sobrevivência. Entretanto, tal enredo depende demais da entrega da sua dupla protagonista, já que há uma batalha interna, envolvendo os personagens, que precisam manter a chama da esperança, de saírem dali vivos, acesa em suas mentes.


Infelizmente, só um deles atinge tal proeza. O ator veterano Nikolaj Coster-Wandau ainda consegue trazer algo, minimamente, interessante ao espectador. Ao contrário de seu parceiro, Joe Cole, que não transmite sentimento algum, em sua feição.


O roteiro, aqui, é baseado na história real do explorador Ejnar Mikkelsen (interpretado aqui, por Nikolaj Coste-Waldau), que organiza uma expedição para a Ilha de Shannon, na Groelândia, com o intuito de encontrar registros de outros membros desaparecidos, numa expedição anterior. Precisando de ajuda, ele não conta com o apoio de seu grupo. Apenas um indivíduo aceita tal desafio, trata-se do mecânico Iver Iversen (Joe Cole), que junto de Mikkelsen, tentará ir e voltar salvo.


Apesar do primeiro ato destacar que teremos uma aventura em dupla, onde, aparentemente, ambos personagens irão evoluir, isso não acontece, por completo.


Nikolaj Coster-Waldau é o único que consegue transmitir a relação homem e natureza, e seus conflitos, de modo que crie empatia com o espectador. Tirando isso, a narrativa como um todo, tanto de Iversen, quanto em termos de contexto local, é fria e distante, pois não há conflitos, que os façam caminhar.


No fim, até mesmo a interessante trama de Mikkelsen é ofuscada, por um desinteressante redor. “Contra o Gelo”, ironicamente, se mostra um filme frio demais, para seu espectador.



Nota: ⭐⭐ (Ruim)

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