Pular para o conteúdo principal

A Bolha (Netflix) – Crítica

filmelier.com

Passada uma hora, assistindo “A Bolha”, novo lançamento Netflix, já percebemos que trata-se de um projeto sem o menor cabimento. Essa nova empreitada do serviço de streaming, em lançar um filme por semana, consequentemente, apesar de sempre abastecer novidades no seu catálogo, muitas vezes não foca tanto na qualidade, dessas mesmas obras.


Na trama da vez, acompanhamos um grupo de atores e atrizes, que estão gravando a sequência de uma famosa franquia de ação, que envolve dinossauros voadores. Porém, o surgimento de uma pandemia faz com que toda a equipe de filmagem tenha que se trancar, em quarentena, dentro de um hotel. Por meio de contrato, a produtora os proíbe de sair, para que não haja atrasos na finalização do filme.


A direção de “A Bolha” é de Judd Apatow, que já é conhecido na indústria, por usar o humor do cotidiano, focado em situações banais do dia a dia. Mas aqui, ele traz uma comédia, extremamente, sem graça. As piadas são fora de tom, e o timing é muito forçado. Sem contar na duração da história, que poderia ser resumida, perfeitamente, em 90 minutos.


O fracasso ainda é maior, pelo bom elenco, que o projeto tenha em mãos. Karen Gillian se esforça, mas em vão, Maria Bakalova é subaproveitada, Pedro Pascal tem linhas de diálogo lamentáveis, entre muitos outros causando uma gigantesca vergonha alheia, ao público.


É válida a tentativa de parodiar a indústria de Hollywood, a vaidade dos atores, entre outras dinâmicas interessantes, em um set de filmagens. Porém, tudo pode ruir, quando é mal produzido e arrastado.


A Bolha”, no fim, é só um filme chato, sem graça e que desperdiça seu potencial elenco. Uma grande frustração.



Nota: ⭐ (Péssimo)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Netflix) – Crítica

netflix.com Indicado ao Oscar 2021, na categoria “Melhor Animação”, “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca , original Netflix, conta a história de uma alienígena que cai numa fazenda, e acaba fazendo amizade com Shaun, um carneiro. E agora, os dois precisam fugir de uma organização perigosa, que deseja capturar o extraterrestre. A direção é da dupla Richard Phelan e Will Becher, e a produção fica pela Aardman Animations, responsável pelos sucessos “A Fuga das Galinhas” (2000) e “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais” (2004). Mesmo não tendo a mesma força do primeiro filme, a nova aventura é, no mínimo, divertida. Os maiores acertos estão nas referências cinematográficas, que animação brinca em homenagear. Clássicos como “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) são apenas algumas delas. E mais, esses easter eggs não são gratuitos, todos eles auxiliam no andamento da trama. Porém, nem só de alegrias vive o filme. O ...

Obi-Wan Kenobi (Disney+) - 1ª Temporada (Crítica)

disneyplusbrasil.com.br Apesar do enorme carinho dos fãs pela figura de Obi-Wan Kenobi, era claro o sentimento de que a minissérie, prometida pela LucasFilm, não ia fazer jus a figura de um dos personagens mais queridos do Universo Star Wars. Começando pelo descrédito da própria LucasFilm, gerenciada pela Disney, que ainda tenta encontrar um caminho sólido para a franquia. Outro fator importante, que já gerava desconfiança aos fãs, era o período em que se passaria a minissérie, já que, desde o início, erá óbvio que não haveria tanto apelo emocional. Sabemos, de antemão, a origem e o desfecho da maioria de seus personagens. Embora, por incrível que pareça, esses foram meros detalhes, na infinidade de problemas que acompanharam “Obi-Wan Kenobi” . A produção sofre demais com a falta de coragem, de seus idealizadores. Há uma clara indecisão em qual caminho seguir. A primeira opção, mais óbvia, era explorar a nostalgia, apelando para os personagens já estabelecidos e querid...

Red: Crescer é uma Fera (Disney+) - Crítica

b9.com.br É inegável que a Pixar tem como maior trunfo a capacidade de pegar temas complexos e transmiti-los com simplicidade, em seus filmes. Seja a questão da morte, colocada em “Viva – A Vida é uma Festa” (2017), seja o propósito da humanidade, como visto em “Soul” (2020). Nesse embalo, temos “Red: Crescer é uma Fera” , animação encabeçada pela diretora Domee Shi, e que encara a missão de abordar um tema tão complexo, quanto a puberdade. Essa comédia, focada numa jornada de amadurecimento, nos embarca na história de Mei (Rosalie Chiang), uma garota adolescente, canadense, que ama sua família. Ela passa o dia se dividindo entre a escola e a ajuda aos seus pais, que trabalham cuidando de um templo. Quando não está nem com a família, nem estudando, ela sempre se encontra com as amigas, para escutar a sua banda favorita, 4town, uma boy-band de sucesso. Nisso, se abre uma nova fase da vida para Mei, onde ela também começa a se apaixonar e se libertar, mesmo com as cobranças ...