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After Yang (Crítica)

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After Yang” é o novo filme da A24, dirigido por Kogonada, onde o sul-coreano busca discutir o existencialismo humano. Para isso, embarcamos no futuro, onde nós, seres humanos, convivemos, de forma natural, com os androides, criando, até mesmo, em alguns casos, sentimentos com eles. Exemplificando isso, somos convidados a acompanhar o drama de um pai que está procurando uma assistência técnica, para que a mesma conserte seu robô, tratado como um filho, que apresenta um defeito.


Apesar de parecer uma trama batida, “After Yang”, pelo menos, tem uma forma particular de analisar a relação humano e máquina. Aqui, ao invés dos dois se combaterem, estamos diante uma relação mais próxima entre ambos. Yang (Justin H. Min), que aparece no título do filme, é um robô, que foi adquirido por Jake (Colin Farrell), com o intuito de ajudar a filha adotiva, asiática, deste último, a se adaptar com a cultura norte-americana.


Porém, ele, repentinamente, dá defeito. Assim, Jake começa a procurar alguma assistência, para solucionar tal problema.


Entretanto, o que parecia apenas um conserto, acaba se tornando um estudo do sentido da vida, para o pai, já que o mesmo acaba sendo obrigado a lidar com a primeira grande perda da filha. Ela ainda não entende o sentido da morte, e esse pai terá que se redobrar para ajudá-la.


A partir daí, o filme muda o foco, torna-se mais lento, e busca, pelas memórias do androide, nos mostrando o real propósito da existência de uma família, e como as próprias recordações são, extremamente, necessárias para a compreensão dos sentimentos.


Tudo isso é retratado de forma melancólica e sensível, a partir do uso de lentes solares, onde a fotografia dá o tom mais sombrio, que encaixa com o drama buscado. O design de produção lembra, bastante, outros filmes do gênero, como “Blade Runner” (1982) e “Ex_Machina: Instinto Artificial” (2014).


Muito desse acerto, importante ressaltar, vem também pela ótima direção de Kogonada, aliada a entrega de Colin Farrell, que entrega, perfeitamente, um protagonista melancólico, mas ainda sereno.


E mesmo que a trama perca, em alguns momentos, o fio condutor da história, “After Yang”, pelo menos, cumpre o principal objetivo de seu diretor. Kogonada consegue transmitir uma nova ótica para o sentido da vida, não pela esperança futura, mas sim pela beleza do passado, que nos forma no presente.



Nota: ⭐⭐⭐⭐ (Ótimo)

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