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Instinto Assassino (Netflix) – Crítica

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Um fenômeno recente, no cinema de ação, é a busca de originalidade, para fugir das fórmulas características, que por muito tempo, o gênero se apegou. Por outro lado, em tempos de produção em massa, o normal tende a ser o fracasso, para a maioria dos títulos. “Instinto Assassino” é um produto interessante, pois mira no original, porém, na prática, cai em vários clichês.


O elenco, aqui, é formado por figuras conhecidas, como Mel Gibson, Famke Janssen e Scott Eastwood. Este último, interpreta D., nosso protagonista, um psicopata tentando reabilitação. Apesar de o plot ser aceitável, a execução é péssima, pois o longa quer misturar várias tramas. Temos a história de um homem que quer se livrar do passado, mas também que precisa enfrentar antigos parceiros do crime, e ainda se livrar de mafiosos envolvidos na busca por um tesouro secreto, ligado ao seu irmão, recém-falecido. Esse misto de abordagens confusas é a apresentação do filme.


Evidentemente, que o roteiro, de Christopher Borelli, não irá ter tempo para organizar tudo. Nisso, ele, sem sucesso, tenta pegar seu protagonista, que não exala simpatia, nem conexão pessoal, e cria uma relação com seu psiquiatra, aqui vivido por Gibson. O longa tenta misturar tudo em um drama previsível. Sem contar na infinidade de personagens apresentados, em uma sucessão de eventos pouco originais, e sem nenhum impacto.


Nada é regular, já que sempre quando o diretor apresenta algo, ele desiste no meio do caminho.


Ou seja, temos uma execução lamentável para uma premissa, que se bem tratada fosse, poderia até render algo. Assim, fica a lição de que apenas rostos conhecidos, por si só, não fazem um filme bom, precisa-se de muito mais. “Instinto Assassino” exemplifica bem isso.



Nota: ⭐ (Péssimo)

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