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Jurassic World: Domínio (Crítica)

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Se separarmos “Jurassic World” e “Jurassic Park”, em duas “franquias” diferentes, vemos casos semelhantes. Em ambos, o primeiro longa fez um enorme sucesso de bilheteria, mas o segundo não atingiu o mesmo êxito. O que torna curioso, o mais novo lançamento da saga, “Jurassic World: Domínio”, que vem prometendo reunir as duas eras da franquia.


A grande propaganda foi a promessa de juntar os núcleos de personagens. Temos os “recém-novatos”, Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) com o trio de doutores veteranos, do filme original de 1993, formado pelos atores Sam Neil, Laura Dern e Jeff Goldblum.


Jurassic World: Domínio” segue da onde o filme anterior, nos deixou. Os dinossauros continuam livres, e os seres humanos permanecem estudando formas de conviver com os animais. Os dois núcleos começam em jornadas paralelas, onde temos o casal Owen e Claire tendo que proteger a jovem Maise Lockwood (Isabella Sermon), que corre perigo. Em paralelo, vemos Ellie Satler (Dern), em busca de uma solução para combater uma misteriosa praga de gafanhotos gigantes, que podem interferir na distribuição da alimentação mundial.


Esses dois plots acabam se unindo, quando precisam derrubar uma megacorporação, a Biosyn, que está torturando dinossauros, secretamente. Mas essa união, de fato, só acontece lá para o início do terceiro ato. Ate lá, o filme anda, em ritmo monótono, se prolongando demais em subtramas desnecessárias. Especialmente, quando há uma preferência em focar mais no elenco jovem, que não possui o mesmo carisma dos veteranos.


O início do filme é até promissor, exemplificando bem a harmonia entre humanos e dinossauros. Porém, com o decorrer, isso é jogado para escanteio, privilegiando mais a jornada humana. O que é inexplicável, já que o grande chamariz da franquia sempre foi as criaturas.


Além disso, há uma clara necessidade em amarrar as pontas, deixadas no filme anterior, “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018). Isso tudo, transforma o atual longa em uma aventura genérica, com dinossauros ao fundo.


Nesse roteiro arrastado, “Jurassic World: Domínio” brilha apenas na nostalgia e na técnica. Não tem como torcer o nariz com a interação do elenco veterano, entre si, e na ação provocada pelas criaturas.


Porém, nem mesmo uma bonita homenagem, em alguns momentos, ao clássico, salva a direção e o roteiro preguiçoso de Colin Trevorrow. “Jurassic World: Domínio” é uma grande frustração.



Nota: ⭐⭐ (Ruim)

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