Pular para o conteúdo principal

Spiderhead (Netflix) – Crítica

polygon.com


Imagine-se convidado a visitar uma prisão confortável, onde os detentos podem se deslocar livremente, sem opressão. Entretanto, para usufruir disso, eles precisam aceitar serem cobaias, para um experimento misterioso. Com esse estimulante plot, “Spiderhead” era uma grande aposta da Netflix, cercada de boas ideias, mas que não se cumpre, na execução.


A tal “Spiderhead”, que dá nome ao título do filme, é uma penitenciária especial, onde o cientista Steve Abnesti (Chris Hemsworth) utiliza seus habitantes, como cobaias, para o desenvolvimento de drogas, que controlam os sentimentos humanos. Um desses prisioneiros, a serem testados, é Jeff (Miles Teller), condenado por ter matado um amigo, ao dirigir embriagado.


Sentindo-se culpados, cada um por seu crime cometido, a maioria dos prisioneiros se dispõem a utilizar-se de tais drogas, modelando o seu próprio humor, para escapar de seus traumas e dores.


Porém, apesar da boa premissa, falta desenvolvimento e execução a “Spiderhead”. O longa cria uma obsessão, em si mesmo, de entregar uma grande reviravolta, e acaba jogando diversas informações, ao longo do tempo, que são apresentadas no maior nível de clichê possível. Tudo é previsível e sem impacto.


Em vez de discutir temas como controle social, que é levantado inicialmente, o roteiro prefere partir pro convencional, criando manequins de herói e vilão, reduzindo ao máximo a complexidade proposta, inicialmente. Ainda que, sua dupla protagonista, interpretada por Hemsworth e Teller, se esforce ao máximo.


No fim, “Spiderhead” é aquele filme que decepciona bastante o espectador, muito pelo seu interessante material base. Porém, sua execução aquém, transforma tudo num grande tédio.



Nota: ⭐⭐ (Ruim)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Netflix) – Crítica

netflix.com Indicado ao Oscar 2021, na categoria “Melhor Animação”, “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca , original Netflix, conta a história de uma alienígena que cai numa fazenda, e acaba fazendo amizade com Shaun, um carneiro. E agora, os dois precisam fugir de uma organização perigosa, que deseja capturar o extraterrestre. A direção é da dupla Richard Phelan e Will Becher, e a produção fica pela Aardman Animations, responsável pelos sucessos “A Fuga das Galinhas” (2000) e “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais” (2004). Mesmo não tendo a mesma força do primeiro filme, a nova aventura é, no mínimo, divertida. Os maiores acertos estão nas referências cinematográficas, que animação brinca em homenagear. Clássicos como “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) são apenas algumas delas. E mais, esses easter eggs não são gratuitos, todos eles auxiliam no andamento da trama. Porém, nem só de alegrias vive o filme. O ...

Obi-Wan Kenobi (Disney+) - 1ª Temporada (Crítica)

disneyplusbrasil.com.br Apesar do enorme carinho dos fãs pela figura de Obi-Wan Kenobi, era claro o sentimento de que a minissérie, prometida pela LucasFilm, não ia fazer jus a figura de um dos personagens mais queridos do Universo Star Wars. Começando pelo descrédito da própria LucasFilm, gerenciada pela Disney, que ainda tenta encontrar um caminho sólido para a franquia. Outro fator importante, que já gerava desconfiança aos fãs, era o período em que se passaria a minissérie, já que, desde o início, erá óbvio que não haveria tanto apelo emocional. Sabemos, de antemão, a origem e o desfecho da maioria de seus personagens. Embora, por incrível que pareça, esses foram meros detalhes, na infinidade de problemas que acompanharam “Obi-Wan Kenobi” . A produção sofre demais com a falta de coragem, de seus idealizadores. Há uma clara indecisão em qual caminho seguir. A primeira opção, mais óbvia, era explorar a nostalgia, apelando para os personagens já estabelecidos e querid...

Andor (Disney+) – 1ª Temporada (Crítica)

criticalhits.com.br A lacuna temporal imposta pelo diretor George Lucas, no Universo Star Wars, entre as trilogias Prequel e Original , sempre foi um material cheio para novas histórias. E vindo da decepção gerada pela Trilogia Sequel , nos cinemas, isso ganhou mais força na gestão Disney, da Lucasfilm. Apesar da ótima escolha temporal, ainda sim, “Andor” se supera. O que chama atenção, em “Andor”, é sua não-necessidade de referenciar o Universo já conhecido, em Star Wars. Como pedido, por muitos, não há nenhuma menção aos feitos heroicos da família Skywalker. Aqui, o foco está nas pessoas comuns. Nisso, o protagonista título é um espião rebelde, interpretado por Diego Luna, já conhecido de “ Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Lá, ele funcionava como mais um a lutar contra o autoritarismo, sem qualquer aparição mística, seja de um Jedi, seja da Força. Repetindo isso, “Andor” traz a luta permanente, mesmo que em alguns momentos, ela só apareça em pequenos gestos. ...