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Marcas da Maldição (Netflix) – Crítica

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Mais de vinte anos, após a estreia de “A Bruxa de Blair” (1999), maior sucesso do gênero Terror com câmera na mão, a Netflix traz um novo filme com essa abordagem. O principal chamariz, para o longa dos anos 90, era a inauguração da onda de focar no uso de fitas abandonadas, com imagens de florestas assustadoras, onde habitavam maldições.


Tentando retomar essa “vibe” antiga, o diretor Kevin Ko lança seu “Marcas da Maldição”. O cineasta já é bastante conhecido, pelo talento de proporcionar “bons sustos” e criar uma atmosfera crescente, a partir de suas imagens.


Em tela, é apresentado um ciclo, composto por pessoas curiosas, que se aproximam de lugares proibitivos, que acabam gerando situações amedrontadoras, como consequência as mesmas.


Aqui, temos um grupo que tenta desmascarar casos sobrenaturais, para seu canal, no Youtube. Porém, eles acabam se envolvendo num ritual real, morrem e sobra apenas uma jovem mãe (Hsuan-yen Tsai), dos integrantes. O bizarro continua, quando a filha dela (Queenie Chen), posteriormente, sofre da maldição e acaba tendo que pagar pelo erro dos outros.


A trama, apesar de contar com um belo plot, tem dificuldade de se desenvolver, apelando para inúmeras repetições. Ainda assim, o formato estranho causa o desconforto pedido, fazendo com que seu público se prenda, do início ao fim.


Principalmente, na sua segunda metade, onde o tom se acerta. O terceiro ato, em particular, brilha ao transmitir os sentimentos, que faltam no resto da trama, indo do medo a melancolia.


Ainda sim, fica a sensação de que “Marcas da Maldição” se sairia melhor se fosse um curta. Já que o desenvolvimento, uma parte importante, não sabe bem pra onde ir.



Nota: ⭐⭐⭐ (Ok)

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