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Continência ao Amor (Netflix) – Crítica

tecmundo.com.br

Continência ao Amor”, sem dúvida, pelo menos, em termos de popularidade, é um dos maiores sucessos da Netflix, no ano. Liderando por semanas, em visualizações, o filme é do gênero romance, e apela para tropes básicos como: um casal formado por opostos, inicialmente precisando fingir um relacionamento, porém desenvolvendo maiores sentimentos.


A direção é comandada por Elizabeth Allen Rosenbaum, experiente em produções focadas no público jovem. Aqui, ela, pela primeira vez, tenta trazer uma obra, um pouco, mais dramática, enquanto equilibra uma série de clichês. Embora tenha até êxito nisso, a primeiro momento, os desdobramentos, desse aspecto mais sério, não acompanham a narrativa.


Na trama, em si, conhecemos Cassie (Sofia Carson), uma jovem latina e liberal, que encontra Luke (Nicholas Galitzine), um rapaz militar e conservador, que possui uma relação distante com seu pai.


No sentido de apresentação de seus personagens, até que o filme funciona. O básico, envolvendo o cenário e o contexto, deixa-se aberto um bom material, a ser desenvolvido. Pena, que isso fique só na teoria. Pois, Rosenbaum apela para preguiça.


A diretora parece querer fugir do convencional, de um “filme de doença”. Ela começa bem com o retrato do dia a dia de um diabético, no caso de Cassie. Mas falta o impacto disso nas suas relações. Já Luke, o caso é pior ainda. O filme não explica a escolha de Luke pelas Forças Armadas, e joga um problema parental em sua vida, que não tem o menor desenvolvimento.


No frigir dos ovos, o foco principal são os obstáculos dramáticos, que aparecem no romance de Luke e Cassie. Porém, tudo é artificial e de fácil resolução, no sentido de que o espectador antevem muitas soluções de conflito. Sem contar, que o filme ainda apela um pouco para um discurso reacionário, já que Cassie é a única que abre mão de suas escolhas, em comparação com Luke.


Em compensação, “Continência ao Amor” vai agradar, certamente, aqueles fãs do gênero, principalmente os de romance entre “opostos”. Porém, cercado de clichês, trata-se de um filme, facilmente, esquecível, para outra parte.



Nota: ⭐⭐ (Ruim)

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