Pular para o conteúdo principal

Time (Prime Video) – Crítica

revistacinecafe.com

A safra de documentários vem bastante forte, há um bom tempo. E, sem dúvida, “Time” já pode ser colocado nesse meio. A história acompanha a vida de uma mulher sozinha, que precisa cuidar de seus seis filhos, enquanto luta para a liberação de seu marido, que está preso.


Nisso, o foco está mais em mostrar a complexidade do entendimento do sistema penitenciário norte-americano, em meio aos relatos de uma mulher, que teve uma trajetória, apesar de sofrida, louvável, se transformando numa líder social reverenciada.


A direção de Garret Bradley nos convida para entrarmos dentro do mundo de Fox Rich e seus filhos, numa situação precária, mas que mesmo assim, na base de muita união, a esperança se mantém.


O contexto inicial é a base de qualquer casal, Fox era apaixonada Rob, e juntos sonhavam em formar uma família estruturada. Mas o sonho foi interrompido, quando os problemas financeiros se agravaram e fizeram com que ambos tomassem medidas trágicas.


Tal ponto de Rob planejar, junto de seu primo, roubar uma companhia de crédito. Fox acaba entrando nessa “jornada”, ao ser escalada como motorista de fuga. Porém, tal esquema dá errado e ela é presa, com uma sentença de três anos e meio de reclusão. Já o marido, é condenado a 60 anos de cadeia, sem direito a fiança ou liberdade condicional.


É de se ressaltar que ainda que o fato principal seja a prisão de Rob, o foco fica para Fox e seu conflito. Como será que ela lidará com as consequências de tal problema?  E como ficará o trato com seus filhos?


No lado técnico, o documentário acerta, desde o início, a não se prender a uma ordem cronológica. Reduzindo o tempo para o crescimento dos filhos, apostando na exploração da cabeça dessa mulher, sofrida por tal adversidade. A mensagem é simples: Tudo gira em torno do medo de Fox, de que a ausência do marido provoque um futuro ruim para os filhos. Por isso, ela lutará, com todas as forças, para lhes dar a melhor educação possível.


E o incremento de colocar momentos de felicidade na vida de Fox, e mostrar como ela conseguiu sair de tal dificuldade, crescendo tanto como matriarca, quanto uma empreendedora de sucesso, dá a jornada algo diferente, sem cair no clichê.


Sem dúvida, a mensagem principal de “Time” é ressaltar que, mesmo sendo difícil, é possível encontrarmos soluções, para os nossos piores momentos, seja qual for a nossa dor.



Nota: 🌟🌟🌟🌟🌟 (Excelente)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Arremessando Alto (Netflix) – Crítica

cinepop.com.br Embora tenha sucesso, de público diga se passagem, nas comédias, o ator Adam Sandler já não causa mais surpresa quando aposta em projetos mais dramáticos. Aliás, essas escolhas, geralmente, são acertadas. Ele já trabalhou com diretores do alto gabarito, como Paul Thomas Anderson ( “Embriagado de Amor” ), os Irmãos Safdie ( “Joias Brutas” ), Noah Baumbach ( “Os Meyerowitz” ), Jason Reitman ( “Homens, Mulheres e Filhos” ). Todos esses exemplos, longe da sua produtora, Happy Madison . Apesar da desconfiança, “Arremessando Alto” pode ser a exceção que confirma a regra, de que Sandler “não dá certo” produzindo e atuando, ao mesmo tempo. O filme, recém-lançado, na Netflix, traz um Adam Sandler mais próximo do real, já que o ator é um fã confesso de basquete. “Arremessando Alto” é dirigido por Jeremiah Zagar ( “We The Animals” ), e traz Sandler na pele de Stanley Surgerman, um olheiro do Philadelphia 76ers, tradicional clube da NBA, a principal Liga de Basquete Am

Continência ao Amor (Netflix) – Crítica

tecmundo.com.br “ Continência ao Amor” , sem dúvida, pelo menos, em termos de popularidade, é um dos maiores sucessos da Netflix, no ano. Liderando por semanas, em visualizações, o filme é do gênero romance, e apela para tropes básicos como: um casal formado por opostos, inicialmente precisando fingir um relacionamento, porém desenvolvendo maiores sentimentos. A direção é comandada por Elizabeth Allen Rosenbaum, experiente em produções focadas no público jovem. Aqui, ela, pela primeira vez, tenta trazer uma obra, um pouco, mais dramática, enquanto equilibra uma série de clichês. Embora tenha até êxito nisso, a primeiro momento, os desdobramentos, desse aspecto mais sério, não acompanham a narrativa. Na trama, em si, conhecemos Cassie (Sofia Carson), uma jovem latina e liberal, que encontra Luke (Nicholas Galitzine), um rapaz militar e conservador, que possui uma relação distante com seu pai. No sentido de apresentação de seus personagens, até que o filme funciona. O bás

Ghostbusters: Mais Além (Crítica)

cinepop.com.br Mais do que fantasmas, os cinéfilos tinham medo eram das continuações de “Caça-Fantasmas” (1984), que no filme original era estrelado por Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Erine Hudson, com direção de Ivan Retiman.   Depois de tantas decepções, em suas sequências, será que precisaríamos de mais uma? A Sony acreditava que sim, e lançou “Ghostbusters: Mais Além” , que tenta homenagear o original, mas também seguir em frente, como o possível início de novas aventuras.   Na trama da vez, iniciamos com uma mãe viúva e seus dois filhos sendo obrigados a se mudarem, para uma casa isolada, no interior. Localizada na fazenda do avô das crianças, se descobre que o local possui uma ligação com o Universo dos Caças-Fantasmas.   A direção de “Ghostbusters: Mais Além” fica a cargo de Jason Reitman, filho do diretor dos originais, que recebe a incumbência de retomar a franquia do pai. Embora pareça apenas uma escolha pelo parentesco, é importante ressaltar que ele vem de traba